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Em busca da felicidade

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As vezes a felicidade vem de fora. Pra dentro. 

Caminhos (tortos) de ferro na França

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Quando eu entrei no trem com o coração pesado, sem querer deixar aqueles amigos que me saudavam da janela, eu não tinha a menor ideia quanto o que estava por vir. Eu tinha comprado um bilhete por 55,10 € cujo trajeto previsto era Clermont-Ferrand - Nevers e Nevers - Nantes. Pegar dois trens era razoável.  Mas chegando a Nevers, eu só tinha 2 minutos pra trocar de trem. Como o primeiro tinha chegado com 1 minuto de atraso, me restavam 1 minutinho para tal façanha. Eu até poderia tê-lo feito, se não fosse a falta de indicação. Cheguei a tempo de vê-lo partir. Eu podia tocá-lo. Ele estava tão perto... Mas em movimento. Reclamei com o moço. Senti raiva da SNCF (organismo responsável pelo sistema ferroviário na França) por não ter indicado devidamente. Senti raiva de mim por não ter perguntado o caminho assim que desci do trem, ou por não ter advinhado, ou por não ter comprado outra passagem. Quis chorar. Mas aquele era só o começo da saga. Fui pra recepção pra saber o que ...

Seis dias, seis camas - parte 6

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Christine e eu acordamos com sono no sábado e vontade de ficar na cama e passar o dia conversando. Grupo ouvindo as explicações, ou não Mas a programação do dia era motivante e não nos arrependemos de sair de casa naquele dia. Um encontro entre os adolescentes e jovens da igreja estava marcado. Eu estava ansiosa pra rever meus jovens amigos. E o toque a mais é que íamos fazer arvorismo.  O lugar era grande, cheio de percursos diferentes, pra todos os níveis. O nível preto é realmente difícil e requer um bom condicionamento físico (alguns ficaram no caminho). No início o medo é grande e quem nunca fez não sabe direito os limites do corpo. Sorrisinho nervoso Pular como tarzan a algumas dezenas de metros do chão Mas com o tempo o medo vai diminuindo... Até que você encontra uma situação nova.  A sensação é muito louca! Tão selvagem rs. Mas muito bom depassar seus limites, entender melhor do que seu corpo e cérebro são capazes. As adolescente...

Seis dias, seis camas - parte 5

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Na sexta-feira, além do clássico passeio no jardim Le Coq e de pizza Hut de novo e a mesma pro almoço, fui ao museu. Quem me acompanhou foi Michaël, o tímido do post anterior. Ele está fazendo o mestrado em História. Dá pra imaginar o quanto o passeio foi rico, né?!  Um crânio ohhh Da época do neolítico... Eu acho... Nós visitamos o museu Bargoin, que fica logo ao lado do jardim Le Coq. Quem não visita o museu é realmente porque não quer, pois além de ser no centro da cidade, é gratuito pros estudantes (como a maioria dos museus, por sinal, inclusive o Louvre!). Bom, eu paguei 5 € mesmo, pois ainda não tinha (nem tenho) minha carteira de estudante por questões burocrático-administrativas. Em todo caso, valeu a pena. O museu é pequeno, mas rico em peças da pré-história até a idade média. E com o guia particular do lado, aprendi bastante.  Pedras polidas direto do neolítico Vidro soprado, técnica dominada desde 2000 anos antes de Cristo Bom, eu não tenho fo...

Seis dias, seis camas - parte 4

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Vamos acelerar isso, pois ainda há muito pra contar.  Depois da trilha no Pariou, fomos pra igreja. Não havia nenhum evento lá, mas Anne-Laure tem a chave e os jovens gostam de ir pra lá, às vezes pra fazer jogos de tabuleiro, pra jogar vídeo game, pra comer. Isso durante a semana. Claro que eles vão também pros cultos, reuniões de oração. A igreja é realmente como a segunda (ou primeira!) casa deles. Assim como foi pra gente enquanto estávamos em Clermont. Foi com grande prazer que revi aquelas paredes, coloridas, cheias da vida que a frequenta.  Depois fomos pra casa de Anne-Laure. Onde Bernardo e eu passamos nossos últimos dias antes de voltarmos para o Brasil ano passado. Como sempre fui muito bem recebida por Simon e Anne-Marie, pais de Anne-Laure.  A noite, Michaël, grande amigo, juntou-se a nós para uma partida de "Les aventuriers du rail" (um jogo de tabuleiro). Eis o moço, bancando o tímido: E foi aqui onde passei uma noite de sono tranquila,...

Seis dias, seis camas - parte 3

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Acabei de pensar que o título ideal para essa pequena série que lancei deveria se ser "Seis noites , seis camas"; não era de dia que eu dormia o.O  Bom essas são reflexões de alguém que decide escrever às 4 da manhã. Bref . Na terceira noite pude enfim descansar melhor. Dormi bem, umas 7 horas, na casa de Emilie e JA. No dia seguinte (quinta-feira), encontrei Anne-Lise pra um passeio no jardim Le Coq, com muitas conversas e um certo consumismo (é a época dos saldões na Europa!). Almocei sozinha uma pizza Hut pra matar saudade. Uma bela e deliciosa "montagnarde" com queijo Saint-Nectaire (o preferido do rei Louis XIV), jembon cru e champignon. Humm... A tarde, encontrei Anne-Laure e Daniel pra uma trilha no vulcão que tanto amo, o Pariou. Passeio divertidíssimo, com amigos inteligentes e engraçados (o que é uma ótima combinação). Passeio cheio de boas lembranças também, pois subi esse vulcão umas 7 vezes, no inverno, no verão, com amigas, com...

Do Amor

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Lembro com nostalgia e carinho nosso passado. Nossa história representa pra mim o conto de fadas tão sonhado na adolescência e na infância. Degusto a lembrança do chocolate, da flor, do violão, da literatura e da conversa que me cativaram, me conquistaram, me apaixonaram, me tiraram do eixo. Mas a s borboletas partiraram uma a uma carimbando cada carta de amor. A  flor do namoro secou, murchou. Coloriu dias que se foram e não voltarão. Enterrou consigo a paixão. Afinal doces lembranças não alimentam o presente nem saciam o paladar. Este precisa de renovo todos os dias.   Por isso é com igual satisfação que vislumbro nosso futuro e desembrulho nosso presente. É o cuidado cotidiano - a carona pro trabalho, a louça lavada, o jantar à mesa - temperado com carinho, vídeo game, filme, culinária, viagens e conversa que me faz amá-lo perenemente.  A mesma flor que secou e murchou, fertilizou a terra. Coloriu dias que se foram e não voltarão porque outras cores decoram nos...