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Maná

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Após um ano de trabalho na Pizza Hut de Clermont-Ferrand e para comemorar o fim da licenciatura, decidimos fazer uma grande viagem de férias. Dia 12 de julho partimos de trêm para Lyon. Onde passeamos durante a tarde enquanto esperávamos a hora do ônibus que nos levaria após 11 horas de estrada à Nuremberg, na Alemanha. De lá, após uma volta na cidade, seguimos para Leipzig, onde passamos uma agradabilíssima semana com nossa amiga Christiane e seu esposo. Na madrugada do dia 19 estávamos num banquinho em Zurique, esperando o trem que nos levaria a Tramelan , onde passamos duas semanas. Após três semanas de puras férias, chegou a hora de ir para a Alsácia trabalhar na colheita de frutas durante um mês. Eis o nosso itinerário: Como Deus alimentou os israelitas dia após dia no deserto, Ele nos alimenta segundo nossas necessidades. Nesse último verão nós fomos colhendo e saboreando uma a uma as bênçãos do Senhor. E elas foram numerosas. Por isso nomeamos essa viagem de "Maná"....

"Bom é ter esperança, e aguardar em silêncio a salvação do SENHOR" (Lamentações 3:26)

Eu queria ser aquela árvore que viu suas folhas cair e não chorou. Aquela árvore que o frio do inverno não abalou. Suas raízes fortes e nodulosas longe vão buscar o alimento que sustentará cada um de seus galhos. Seu tronco robusto resiste às intempéries. Essa árvore sabe viver. Ela aceitou o ninho vazio. O silêncio do inverno. E vestiu com majestade o manto branco de dezembro. Meses depois, ela viu resignada o boneco de neve partir. Na primavera, ela acolheu o filho pródigo. Deu sombra ao homem solitário. Fruto ao moleque acinzentado. Sua flor ornou os cabelos da moça. O esquilo fez dela seu refúgio. A árvore aceitou com um sorriso nos galhos, com a consciência de que nada daquilo era definitivo. De onde ela tira a sua força? Como ela aprendeu quem ela é e o seu papel no sistema? Como ela aprendeu a aceitar com tanta doçura o seu destino? Com quem ela aprendeu a dar sem esperar algo em troca? Comovo-me. Eu queria ser aquela árvore que soube esperar. Os pés firmes ao chão. Os braços se...

Aborto

Tem poesia nascendo e morrendo dentro de mim.

Guten Tag!

Reparem no mapa ao lado... Estamos na Alemanha! Estamos colecionando histórias para compartilhar com vocês. E em dois dias já temos um monte. Em breve crônicas e muitas fotos, afinal esse é um blog de viagens ;) Tchuss!

Pudor

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Duas menininhas de 5 anos brincam no jardim. Flores. Bonecas. Nuvens. Vestidos. Brincam e transpiram sob o sol. - Você está com calor? - Estou! - Eu estou com tanto calor que chega dá vontade de tirar o vestido... - Não pode! Você vai mostrar seus seios!

Vou perguntar pra Freud

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Não entendo o que anda contecendo, mas as crianças andam me perseguindo com perguntas difíceis sobre "o que" eu sou. Outro dia, num banheiro público, encontro mãe e filha à beira da pia se preparando para lavar as mãos. Vendo que eu estava com pressa e sabendo que eu seria com certeza mais rápida que as duas, a mulher disse que eu poderia passar primeiro. A menina, que devia ter uns 6 anos cheios de curiosidade e nenhuma hipocrisia, me lançou um olhar inquisidor e perguntou: - Você é uma jovem mamãe? - Não. - Respondo com um sorriso nos lábios. - Você é uma criança? - Não. - O sorriso cada vez maior, mas ainda monossilábica de surpresa. Silêncio. Os olhos da menina pousados em mim, sobrancelhas franzidas. Lavei-me as mãos. O que dizer? Antes de sair, disse rapidamente: - Sou adulta, tenho 22 anos. Tchau! Não entendo. Umas acham que tenho a idade da mãe delas, outras, a idade da irmã. Em alguns segundos vou de jovem mamãe pra criança, sob o olhar de uma desconhecida no ba...

O impasse continua

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Domingo dia 27 de junho a igreja fez um culto numa casa de campo. As crianças tiveram o estimado momento do club écolo, do qual sou uma das respons á veis. Enquanto os adultos louvavam o Senhor ao ar livre, com uma linda vista para a montanha do Sancy, as crianças O adoravam com toda sua ingenuidade e pureza através de um passeio na floresta. Aline é uma mocinha de 4 aninhos, muitas palavras e pouca resistência a caminhadas. Eu ent ã o fui a privilegiada que a carregou nas costas. Assim que coloco a pequena nas costas ela exclama: -Wow, como você é pequena! Você é uma criança? - N ã o, Aline, eu sou uma adulta. - Respondi segurando o riso de surpresa e indignaç ã o. Quando eu me apresento, dou um jeito de mostrar a aliança na m ã o esquerda, passo a m ã o no rosto, repouso-a no queixo. Sempre d á certo! Ninguém mais acha que tenho 17 anos. Na verdade ficam surpresos ao saber que "s ó " tenho 22 e "j á " sou casada. Mas a pequena Aline n ã o foi perspicaz o b...