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Meus queridos contos de fadas

Sempre gostei de literatura. Ainda na pré-adolescência descobri o mundo encantado dos livros. Quando não estava estudando, estava lendo. Ou escrevendo; afinal, todo leitor compulsivo é um escritor por inércia. Lia de tudo, mas a preferência, claro, era: romances românticos! Natural... 11, 12 anos, hormônios sendo produzidos, as amigas namorando, um coleguinha bonitinho ao lado... Encontrei-me, então, nas letras que lia, nas personagens dos livros da editora “Meu primeiro amor”, nas mocinhas dos filmes e novelas. (É, eu via novelas também... Nem tão intelectual assim...) Mergulhava tão fundo na ficção, apaixonava-me por tantos personagens, que por muito tempo não precisei viver meu próprio romance. Minha mãe agradece, pois demorei até aparecer com um namorado em casa. Ia completar 16 anos! Eu também agradeço; quanto menos história para levar para o casamento melhor. Fui crescendo, segundo namorado (que é o meu futuro marido). Ingressamos juntos na faculdade. Qual o curso? Letras, claro...

Dias melhores

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Dois dias interessantes aconteceram recentemente. A visita de um amigo muito caro, Thierry, que será testemunha do casamento. Ele esteve conosco durante as aulas de francês que ministramos no apartamento. Foi legal convidá-lo, porque era um visitante ideal: um legítimo francófono-crente. O grupo é todo formado de presbiterianos, e um suiço crente é a visita ideal. Esse foi mais o ponto de vista dos alunos, porque para nós, as horas entre-aulas foram as mais legais. Thierry, Cecília e eu somos um trio desde o primeiro ano da faculdade. Hoje, com os caminhos começando a se bifurcar, as conversas nunca duram o bastante. Nesse nosso último encontro, Thierry era o mais professor dos três. Lógico. Entre nós, ele é o dono do melhor francês. Mas, uma vez acabada a aula, era o amigo de sempre. No meu aniversário de 2006, ele me deu uma moeda antiga, da coleção dele. No ano seguinte, não lembro. Este ano, foi ele que não lembrou. Absolutamente perdoável. Olha só o presente atrasado: Esse das esp...

História de família

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- Pois é, Cecília... Tudo que eu queria era um Charge... Mas parece que não sobrou nenhunzinho... - Marr Lelinha, comesse o último charge! E a bichinha ficou sem! Não, Tia Nana; sua irmã foi injustiçada; Valéria é, de fato, inocente, como indicava desde o início a sua forte expressão de descrédito. Um paparazzo recentemente nos mandou essa reveladora foto: - Hein? Pois é, Cecília. A imagem é mesmo chocante. Felizmente, não há censura na Internet. E assim fica publicada a prova cabalmente concreta de que a acusada culpada é inocente. - iii ! Num foi Lelinha mermo não... Pois é. O caso foi solucionado, mas Milena continua a chiar: - Bicho chato, essa lagartixa; levou meu Charge...

Retorno

Olá pessoal! Já viajamos, parlamos em francês pela França e voltamos. Viram como foi rápido? Nem deu tempo de sentir saudades... Que nada!, digo retorno ao mundo cibernético. Passamos um tempo fora do ar porque preparar uma viagem e um casamento não é mole. Ainda mais se tratando de uma viagem de estudos por um ano na França: a mãe, o pai e a irmã da burocracia! Primeiro tínhamos que fazer nossa inscrição no CampusFrance. Tudo on-line, altamente informatizado, moderno e... complicado! Pois é, após idas e vindas no cartório pra autenticar documentos, tirar pilhas e pilhas de xerox e dar entrada nos papéis do casamento, tirar as fotos, solicitar a tradução juramentada das nossas certidões de nascimento, etc, etc. (um processo longo, demorado e caro), chegamos no consulado com tudo ok (salvo um documento meu que será entregue no fim desse mês, sem problemas). Lá entregamos apreensivos a uma senhora mal-humorada nossos bebezinhos, que viajarão pra Brasília e voltarão com um carimbo na test...

O Caminho das Bênçãos

Nós estamos trabalhando para firmar os alicerces do nosso casamento na força do Senhor. Oramos quase todos os dias juntos, e oramos o tempo todo quando estamos longe um do outro. A resposta de Deus é clara e bem audível; Ele tem nos abençoado muito. Estamos certos de que partiremos para um primeiro ano de casamento nas montanhas do Massif Central Francês, para recolher mais bênçãos deixadas pelo amoroso Pai no caminho que Ele traçou para nós. A metáfora das "Bênçãos no caminho" é de Jether, meu caro pai, exímio pregador. Ele explica que quando saímos dos caminhos do Senhor, deixamos de colher as bênçãos deixadas por Ele na beira da trilha da vida. É preciso ser fiel, para combinar com Deus, que é sempre fiel. A fidelidade dEle não falhará. Em homenagem ao autor dessa metáfora, que não me sai do pensamento em época de tantas bênçãos, deixo aqui uma de suas mais belas composições, Como um mar .
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Caros leitores. O cantor Fagner estará em Recife dia 24 próximo: cuidado. Passe longe para não correr o risco de ouvir um dos seus refrões escancarados. Se você é fã do cantor, então talvez goste deste texto que escrevi sobre a íntima relação entre ele e sua principal letrista, a poetisa portuguesa Florbela Espanca, que viveu no início do século passado. Íntima relação de marido bêbado e mulher impotente e dependente. Fagner Espanca Florbela É triste a história de amor atemporal entre Fagner e Florbela Espanca. A pobre poetisa, que em vida já tinha motivos de sobra para ser infeliz, tem alguns de seus poemas popularizados não por um programa eficiente de educação pública, ou por uma inexplicável febre de leitura, mas por um músico medíocre. Música é uma linguagem com um forte poder de criar sentido. Isso é mais do que óbvio quando ouvimos Beethoven, Norah Jones, Hermeto Pascoal. As pessoas fazem leituras, traduções para suas línguas, interpretações do que podem ler de uma música. Às ...

Perigo na estrada

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Nós dois adoramos viajar. Realmente, é inegável que temos isso em comum. Há vários países que queremos conhecer, e se Deus continuar abençoando assim, conheceremos a França e a Suíça até o fim deste ano. Vamos passar o Natal com Thierry, nosso grande amigo suíço. Foi ele que nos deu o livro "As Cinco Linguagens do Amor", que recomendamos fortemente para casais e aspirantes a casais e conselheiros de casais. Queremos conhecer a Itália, a Escócia, a Dinamarca (visitar Flavinha), o Canadá... Se você também gosta de viajar, imagine-se dirigindo na Austrália, conhecendo o gigantesco país de carro, sob o céu profundo deles e sobre as suas estradas impecáveis. No meio de um deserto, você se depara com um placa como essa: Seria bem interessante, não? Você reduziria a velocidade e ficaria com um olho na estrada e outro no horizonte, procurando algum belo e exótico animal para fotografar. Enquanto isso, no Brasil, em Candeias, andando à quase 50 km/h (a máxima é 60), me vejo dia...