De Clermont-Ferrand Cecília aproveita com cuidado e carinho, cheia de uma satisfação irradiante, o caça espacial que nos é tão querido. Ela vai trabalhar na hora do almoço, pedala 15 minutos de ida, 15 de volta, prende o veículo numa barra de ferro, ao lado de umas 5 bicicletas velhas, e sobe para encontrar o marido. Bernardo a espera com o almoço a caminho, cheirando à pronto. Algumas horas de conversa, projetos, detalhes, e la se vai a moça, mais uma vez, ao trabalho oleoso e pesado do Apero'Max. A despedida planta saudade em Bernardo. Então, prevendo o incômodo, ele decide levá-la. Dois numa bicicleta, em Clermont-Ferrand, devem ser brasileiros. No elevador, no pátio, na recepção, sorrisos e uma sensação de benção comum bem aproveitada. No estacionamento, o cadeado violado. Cecília repete que foi ali mesmo que ela tinha prendido a bicicleta. - Nossa bicicleta... - ela repetia com um tom perdido, de desespero e revolta. Bernardo controla um ódio nascente destruidor, que só viria ...
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