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Gravida radical

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Subi lentamente nas pedras. Cheguei perto da beirada para avaliar a distância das pedras, quão longe eu deveria pular, se não havia risco de alguma onda me empurrar contra a rocha, etc. Senti medo, muito medo. Mas Mikaël e Mel já haviam pulado e tinham sobrevivido, por que não eu? Além do mais, racionalmente, tudo parecia seguro, dada a circunstância. Afinal, seguro mesmo é não sair da cama. E incrível como não conhecemos o próprio corpo. Passamos uma vida inteira sem usa-lo como poderíamos e temos a impressão de não sermos capazes de fazer as coisas mais simples, às vezes. Vendo o vídeo, percebo o pânico nos meus olhos. Os meninos me incentivavam. Eu queria muito pular! Deixo claro que a iniciativa foi minha, eles insistiram uma vez que eu estava na beira da pedra, hesitando a pular. Mikaël pressionava: "Posso parar de filmar?" Ao que eu respondia firme: "Não!" Mel decidiu pular comigo pra me encorajar. Contou até 3 e... pulou sozinha. Não consegui. Mas desde...

Praia de la Couronne

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Minha estada em Martigues foi agitada e acompanhada de muita comida. O casal anfitriao tinha dois objetivos: me apresentar lugares novos e me alimentar. O que mais querer da vida? Sàbado a noite colocamos o papo em dia e no domingo pela manha fomos à Igreja. O sol estava presente, assim como umas aves que estao em todo lugar em Martigues e que fazem um barulho original, às vezes parecendo o choramingar de um bebê. A Igreja é pequena e acolhedora, as pessoas sao muito simpàticas. No final do culto, vàrias pessoas vieram falar comigo, pra conhecer a cunhada de "Mélanie" (como Mel é conhecida por là).  Pro almoço: galeto e muito purê de batatas com muito queijo, feito por Mikaël. A tarde: praia! Admito que chegando là, Mel e eu tiramos a maior onda. Olha o espaçozinho! Cadê a areia branca e fininha? Como é dificil andar por essas pedras! Plage de la Couronne  Mas andando um pouco, a paisagem foi se abrindo, o mar se mostrando e enchendo a vista.   ...

Chegando em Marseille

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A espera em Frankfurt foi especialmente longa, mas depois o vôo durou apenas 1h30. Passou num piscar de olhos, literalmente. Não deu tempo nem de passar o efeito do Dramim. Mas melhor assim, pois o aviao era menor e por isso balançava um pouco. Além do mais, eu estava na janela e do meu lado tinha uma senhora de muleta. A ùltima coisa que eu queria era incomodà-la. Apaguei e quando abri os olhos, estava em Marseille às 18h15. Estava feliz, jà me sentindo em casa. Estava segura, afinal quando eu saisse Mikaël estaria là me esperando pra me levar de carro para uma casa onde nunca estivera, mas cujos donos eu conhecia bem e amava. Qual não foi minha decepção quando não encontrei ninguém.  Bom, o aeroporto era pequeno, então, depois de esperar um pouco, dei uma volta. Nada. Sentei. Esperei. Ninguém. Fui testar a Internet e descobri que além de mais barata, funcionava. Avisei a Bernardo que tinha chegado. deixei recado no Face. Liguei pra Mel, mas so ouvi um "Takaya!" da mensa...

gràvida a bordo!

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Viagens longas jà são por si so cansativas. Para gràvidas, então, pode ser muito desconfortàvel. Conversei com minha obstetra e, pra variar, pesquisei bastante em blogs na tentativa de tornar a minha viagem o menos traumàtica possivel. E consegui. A minha primeira medida foi tomar Dramim. Pois a ùltima coisa que eu queria era correr o risco de enjoar no avião, muito menos vomitar. Então, assim que eu sentava na poltrona, o sono ia logo batendo e eu apagando. A viagem acaba sendo "mais curta" assim. Antes do avião decolar, eu jà cochilava. Eu acordava so pra comer, me esticar e ir no banheiro. Nos dois vôos acordei com o impacto dos trens de pouso no chão ao aterrissar e depois ainda voltei a dormir, acordando apenas quando o avião parava completamente. Isso ainda traz o beneficio de chegar "em forma" na destinação.  O segundo ponto a analisar, era o melhor assento para gestantes. Não pude escolher na hora da compra, pois sairia mais caro e a ordem era ...

Das mordomias da gravidez

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Eu sou uma pessoa chata. Obviamente, sou uma gràvida chata também. eu conheço meus direitos e faço questão de usufrui-los enquanto posso. Assim, desde que a barriga começou a ficar evidente, eu não sei o que é fila. As vezes até abuso um pouquinho. Outro dia estava no cinema e decidi ir ao banheiro antes do inicio do filme. Como não hà nada de original nisso, uma dezena de mulheres também estavam là. Admito que não era urgente para a minha bexiga, mas fiz pose de gestante sofrida e fui avançando ao lado da fila. Cheguei pra duas adolescentes que estavam na vez e pedi para passar na frente. Elas olhavam pra minha cara (de quase tão adolescente quanto a delas) atônitas. Expliquei com um sorrisão simpàtico nos làbios: "é que o bebê faz pessão na barriga. Um dia vocês descobrirão como é". Seus olhinhos encontraram minha barriga e as cabeças balançaram afirmativamente. Não ouvi suas vozes. Não sei se era timidez ou estupefação.  Hoje, ninguém me faz passar muito tempo em pé ...

A màquina do Mal

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O tédio està batendo com força. Estou no aeroporto. Ainda. Não são nem 15 horas. Não quero andar por causa das dores. Desisti do livro justo quando ele tava ficando interessante porque me deu alergia devido ao cheirinho de mofo que trouxe do Brasil. A internet desse lugar comeu 2 euros meus pra me enrolar, recarregar a pàgina, me mandar baixar o google chrome. so fiz ter raiva diante daquela màquina, que se encontrada em vàrios pontos do aeroporto de Frankfurt com a ousada inscrição "INTERNET".  O minuto custa 0,17€, o que não é caro em si, mas a questão é o que se faz em um minuto. Eu tinha 12 minutos para escrever para o marido e mandar noticias ràpidas pelo Face, mas a unica coisa que consegui foi mandar um e-mail pra Bernardo dizendo: "to em Frankfurt. Internet péssima. Love." Esse telegrama em 12 minutos! Por 2€!  Eu paguei menos por uma espécie de croissant de maçã com amêndoas delicioso!  Em todo caso, fica o aviso. Essa màquina é do mal. Você fic...

O desafio

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Via de regra, quem parte para 10 dias de férias, para um pais onde se tem muito e bons amigos, leva um espirito alegre. No aeroporto, meu pai, Càssia, Pedro e Bernardo estavam sorridentes e falantes. E o bom humor deles me incomodava, apesar de fazer bem. Eu estava longe de estar alegre, eu estava mal-humorada demais. Eu queria ter passado mais tempo com o marido, mas o trabalho não deixou. de qualquer maneira eu tinha muito o que fazer. Trago duas blusas um pouco umidas na mala porque lavei roupa um dia antes da viagem. Esse é mesmo meu carma desde a viagem para a Polônia.  Nunca entrara na parte de embarque tão tarde. Fui uma das ùltimas a entrar no avião. Eu queria adiar o màximo possivel a separação. Mas a hora chegou, e não foi sem làgrimas nos olhos que abracei Bernardo dizendo que não queria ir sozinha. Um dengo so. Olhando a cena agora, vejo o quanto "menininha" estava. Mas não me acuse, leitor, eu tenho uma resposta infalivel e que serve pra tudo: "é a g...