Declaração amoroso-linguística

Sogrinha presente desde o início do namoro. 
Em francês sogro se diz "beau-père" e sogra, "belle-mère". Quer dizer "belo pai" e "bela mae". Era assim que se chamava as pessoas amadas na Idade Média, testemunhando assim do amor que se sentia pelos pais do seu cônjuge. Chamava-se a própria mãe assim. E nessa mesma época o sufixo -astre (que deu -asta em português) de "marastre", "parastre" tornou-se pejorativo. É o mesmo sufixo de "pederasta", por exemplo. Todo esse blá-blá de francês histórico pra dizer que não é à toa que chamo meu sogro e minha sogra, pais queridos do homem que amo, Sogrão e Sogrinha. "Sogro" e "sogra" tornou-se pejorativo demais e se eu os chamasse de "belo pai" e "bela mãe" soaria um tanto excêntrico. Um espírito pragmático diria para chamá-los de Jether e Valéria, como os próprios filhos os chamam. Mas eu aprendi a chamar Cícero Cabral de pai e Auricéia Costa de mãe. É uma maneira de afirmar o afeto redizendo o grau de parentesco. Essa prática não acrescenta nem diminue o amor, mas o atualiza a cada enunciado.  
Bernardo apresentando um dos seus espostes preferidos ao pai.
2012: ano em que o Sogrão e eu pudemos nos conhecer de verdade e nos tornamos amigos.
Deixo aqui resgistrados o meu amor e admiração por esse casal que hoje festeja suas bodas de pinho, 32 anos de casados, 5 filhos bem encaminhados na vida e muita história de aventura e serviço ao Senhor. Que Deus os abençoe. 
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