Amor de tia

Depois de duas semanas de muito estudo e um punhado de solidão, chegou a hora de ver gente amada.
Através do site covoiturage.fr, sobre o qual falei nesse post aqui, encontrei um rapaz que ia para uma cidadezinha pertinho de Châteauroux. Mel, Mikael e Luighi foram me buscar en Argenton-sur-Creuse que fica logo depois de Pont Chrétien (ponte cristã). Assim, após 4 horas de viagem (e 30 minutos de espera pelos Sousa-Tekaya aham) pude abraçar esses entes queridos e enfim conhecer meu sobrinho. 
O Luighi está com 3 semaninhas, mas é grande e rechonchudinho. Ele tem os olhinhos puxadinhos e atentos. Um biquinho lindinho e sorridente. Umas bochechas que são pura gostosura e saúde. 


Que privilégio e que prazer poder pegar no colo, ninar e apertar esse bebê que eu amo. Felicidade em conseguir fazê-lo parar de chorar, em sentir a respiraçãozinha dele, o coração batendo rápido como o de um passarinho, em poder cuidar dele enquanto a mãe tenta dormir um pouco depois de uma noite em claro. Um amor de tia me invade. Amor antigo, devotado por osmose, visto o quanto já amava a sua mãe, minha cunhada Mel. Uma emoção de ver aquela moça maluquinha que conheci 7 anos atrás, que vi de cabelo rosa, vi em farras, vi passar no vestibular, com quem conversei muito e briguei um outro muito também. 
Pois bem, ela ainda fala com as mãos, ainda sabe ser expressiva, ainda gosta de aventura, ainda sabe ser charmosa, mas uma criaturinha que não quer largar seu pé (melhor dizendo, seu peito) nos lembra que algo mudou. E pra melhor. E ela se sai super bem nesse papel de mãe que Deus lhe confiou. Como em muito do que ela se propõe a fazer. 



E o Mikael, se mostra também um papai super zeloso, carinhoso e com um talento especial para colocar o filhote nas posições das mais improváveis. 

Foi com essa bela familia que passei meu terceiro fim de semana na França. Além de corujar Luighi, passeamos também. Mas isso é assunto pro próximo post ;) Por enquanto, mais corujices:


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