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sábado, 13 de setembro de 2014

Vida nova

Três anos em Recife e o Flores e Livros ficou deixado às traças. Vez e outra eu aparecia por aqui e tirava um pouco a poeira e podava grosseiramente os galhos. A gravidez até foi fonte de inspiração por um tempo, mas a natureza desse blog é falar de viagens.  Eu bem achei que contaria aqui crônicas de uma vida de aventura nas frias terras canadenses, porém as circunstâncias da vida e Deus nos trouxeram para Jundiaí, cidade satélite de São Paulo. Bernardo começou um curso online em interpretação português-inglês-português com a escola Brasillis e estamos abrindo uma empresa de consultoria em língua estrangeira (português, francês e inglês). Em breve conto aqui pra vocês o nome e o endereço do site, que ainda não está pronto.
Mas vamos por partes...
Bernardo partiu de Recife sozinho no dia 26 de agosto para preparar o terreno: comprar um carro, alugar um apartamento, pelo menos. Tínhamos pensado em vir os três juntos, mas conversando com Valéria, minha sogra, que tem uma vida de experiência nesse domínio, julguei melhor não expor Elias a tanta incerteza. Além do mais, resolver isso com um bebê dependente de cuidados atrapalharia e retardaria o processo. Fiquei então um tempo a mais na casa do meu pai e dia 4 de setembro, depois de amargar muita ansiedade e um pouco de saudade, eu e meu companheirinho de aventuras entramos no avião em direção ao sul. Até então o ponto mais ao sul do planeta em que eu estivera tinha sido Maragogi (a míseros 135 km de Recife, minha cidade natal).
Cássia e meu pai me acompanharam ao aeroporto e me ajudaram com as duas malas, uma bolsa, uma mochila, um menino e um burrinho de pelúcia. O check-in foi feito por um atendente super simpático da Avianca. Claro que rolaram algumas lágrimas de despedida, mas imagino que se eu fosse pro Canadá teria sofrido ainda mais. São Paulo é pertinho e viagem nacional, muito mais barata e com menos burocracia. 
Queridinho do vovô
Titia deu muito dengo
Meu pacotinho precioso

Assim, entramos no avião, Elias e eu. Eu estava tensa por Elias em sua primeira viagem de avião. Temia desconforto pra ele e incômodo pros passageiros. Mas fomos na primeira fileira, na janela, com um assento vazio do nosso lado. Elias estava atento e sorridente. Na decolagem dei de mamar para distrair do barulho e para diminuir a pressão nos ouvidos. No ar, ele passou bastante tempo olhando pras nuvens encantado. Muito emocionante vê-lo descobrindo o mundo. Brincamos, conversamos, ele vez amigos, mexeu em tudo o que estava ao seu alcance. Chorou um tempinho, uns cinco minutinhos apenas, mas logo o coloquei no canguru e ele dormiu. 
Em três horas estávamos sobrevoando São Paulo. Fiquei impressionada com aquele mar de prédios, eu nunca tinha testemunhado tanto concreto junto no meu campo de visão. Não é nada acolhedor, mas meu ninho estava lá me esperando, sorrindo, nos recebendo num abraço grande e comprido. 

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