Chegando em Marseille

A espera em Frankfurt foi especialmente longa, mas depois o vôo durou apenas 1h30. Passou num piscar de olhos, literalmente. Não deu tempo nem de passar o efeito do Dramim. Mas melhor assim, pois o aviao era menor e por isso balançava um pouco. Além do mais, eu estava na janela e do meu lado tinha uma senhora de muleta. A ùltima coisa que eu queria era incomodà-la. Apaguei e quando abri os olhos, estava em Marseille às 18h15. Estava feliz, jà me sentindo em casa. Estava segura, afinal quando eu saisse Mikaël estaria là me esperando pra me levar de carro para uma casa onde nunca estivera, mas cujos donos eu conhecia bem e amava. Qual não foi minha decepção quando não encontrei ninguém. 
Bom, o aeroporto era pequeno, então, depois de esperar um pouco, dei uma volta. Nada. Sentei. Esperei. Ninguém. Fui testar a Internet e descobri que além de mais barata, funcionava. Avisei a Bernardo que tinha chegado. deixei recado no Face. Liguei pra Mel, mas so ouvi um "Takaya!" da mensagem eletrônica bem uga-uga feita por Mikaël. Ouvi "Tekaya!" mais umas 4 vezes. Deixei recado. Escrevi e-mail. Bernardo escreveu: "Não esqueça sua cunhada no aeroporto". 
Quando deu 20h15 eu jà tinha comprado comida e sentido muita coisa. Raiva de mim, por ter ido para um lugar completamente desconhecido contando com a ajuda de terceiros, sem ter um plano B. Raiva dos Tekaya, que teriam se distraido na festa de Luigi. Preocupação com os Tekaya, que teriam um problema gigante e por isso não tinham podido ir me buscar, nem mandar um e-mail avisando. Até que parei de sentir e comecei a pensar. 
Fui até o balcão de informações pra saber como chegar em Martigues. A moça não tinha a informação, mas foi simpàtica e dedicou tempo a procurar o ônibus, depois procurar um site que indicasse os horàrios. Achou. A informação não era das mais reconfortantes. O ùltimo jà tinha saido e o proximo somente no dia seguinte às 8h30 da manhã. Perguntei se o aeroporto ficava aberto e jà estava resignada a dormir por là mesmo. Uma hora, Mel ia chegar! Peguei as informações caso chegasse a ser necessàrio. Dois ônibus, um pra Aix-en-Provence e outro da linha 39. Tudo anotado. A moça me olhava com piedade e perguntou: "Eu tô sonhando ou você està gràvida?" Sorri e confirmei. 
As moedas que eu tinha trazido do Brasil jà tinham acabado e eu jà tinha quase acabado as moedas que trocara a pouco, tudo usando a internet e o telefone. Resolvi tentar pela ùltima vez. E encontrei um e-mail de Mikaël dizendo o outro celular de Mel e que ela estava a caminho. Liguei pra moça e ela tinha acabado de chegar no aeroporto. Nos encontramos fàcil, pois é realmente pequeno. Antes, Mel ainda tomou um susto ao ver uma mulher de cabelos cacheados e beem grande. ela admitiu que pensou "Nossa, tomara que não seja Cecilia". Disse que ficou aliviada ao me ver magrinha! Bom, magrinha com uma bola de basquete na barriga. Mas aparentemente o susto tinha sido grande. 
Abraço de boas-vindas. Mil pedidos de desculpas pela espera de quase 3 horas. a explicação? A danada, apesar de ter recebido duas vezes o e-mail com os horàrios do vôo, tinha colocado na cabeça que eu chegaria às 22h30. Mas bom, cheguei em casa, encontrei um sobrinho abusadinho (por causa dos dentinhos), mas fofo de morrer e um bolo de frutas delicioso. Conversamos horas entre sorrisos. Acordei no dia seguinte com uma vista dessas:

Tem como não perdoar? 
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