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quarta-feira, 26 de junho de 2013

Chegando em Marseille

A espera em Frankfurt foi especialmente longa, mas depois o vôo durou apenas 1h30. Passou num piscar de olhos, literalmente. Não deu tempo nem de passar o efeito do Dramim. Mas melhor assim, pois o aviao era menor e por isso balançava um pouco. Além do mais, eu estava na janela e do meu lado tinha uma senhora de muleta. A ùltima coisa que eu queria era incomodà-la. Apaguei e quando abri os olhos, estava em Marseille às 18h15. Estava feliz, jà me sentindo em casa. Estava segura, afinal quando eu saisse Mikaël estaria là me esperando pra me levar de carro para uma casa onde nunca estivera, mas cujos donos eu conhecia bem e amava. Qual não foi minha decepção quando não encontrei ninguém. 
Bom, o aeroporto era pequeno, então, depois de esperar um pouco, dei uma volta. Nada. Sentei. Esperei. Ninguém. Fui testar a Internet e descobri que além de mais barata, funcionava. Avisei a Bernardo que tinha chegado. deixei recado no Face. Liguei pra Mel, mas so ouvi um "Takaya!" da mensagem eletrônica bem uga-uga feita por Mikaël. Ouvi "Tekaya!" mais umas 4 vezes. Deixei recado. Escrevi e-mail. Bernardo escreveu: "Não esqueça sua cunhada no aeroporto". 
Quando deu 20h15 eu jà tinha comprado comida e sentido muita coisa. Raiva de mim, por ter ido para um lugar completamente desconhecido contando com a ajuda de terceiros, sem ter um plano B. Raiva dos Tekaya, que teriam se distraido na festa de Luigi. Preocupação com os Tekaya, que teriam um problema gigante e por isso não tinham podido ir me buscar, nem mandar um e-mail avisando. Até que parei de sentir e comecei a pensar. 
Fui até o balcão de informações pra saber como chegar em Martigues. A moça não tinha a informação, mas foi simpàtica e dedicou tempo a procurar o ônibus, depois procurar um site que indicasse os horàrios. Achou. A informação não era das mais reconfortantes. O ùltimo jà tinha saido e o proximo somente no dia seguinte às 8h30 da manhã. Perguntei se o aeroporto ficava aberto e jà estava resignada a dormir por là mesmo. Uma hora, Mel ia chegar! Peguei as informações caso chegasse a ser necessàrio. Dois ônibus, um pra Aix-en-Provence e outro da linha 39. Tudo anotado. A moça me olhava com piedade e perguntou: "Eu tô sonhando ou você està gràvida?" Sorri e confirmei. 
As moedas que eu tinha trazido do Brasil jà tinham acabado e eu jà tinha quase acabado as moedas que trocara a pouco, tudo usando a internet e o telefone. Resolvi tentar pela ùltima vez. E encontrei um e-mail de Mikaël dizendo o outro celular de Mel e que ela estava a caminho. Liguei pra moça e ela tinha acabado de chegar no aeroporto. Nos encontramos fàcil, pois é realmente pequeno. Antes, Mel ainda tomou um susto ao ver uma mulher de cabelos cacheados e beem grande. ela admitiu que pensou "Nossa, tomara que não seja Cecilia". Disse que ficou aliviada ao me ver magrinha! Bom, magrinha com uma bola de basquete na barriga. Mas aparentemente o susto tinha sido grande. 
Abraço de boas-vindas. Mil pedidos de desculpas pela espera de quase 3 horas. a explicação? A danada, apesar de ter recebido duas vezes o e-mail com os horàrios do vôo, tinha colocado na cabeça que eu chegaria às 22h30. Mas bom, cheguei em casa, encontrei um sobrinho abusadinho (por causa dos dentinhos), mas fofo de morrer e um bolo de frutas delicioso. Conversamos horas entre sorrisos. Acordei no dia seguinte com uma vista dessas:

Tem como não perdoar? 

terça-feira, 25 de junho de 2013

gràvida a bordo!

Viagens longas jà são por si so cansativas. Para gràvidas, então, pode ser muito desconfortàvel. Conversei com minha obstetra e, pra variar, pesquisei bastante em blogs na tentativa de tornar a minha viagem o menos traumàtica possivel. E consegui.
A minha primeira medida foi tomar Dramim. Pois a ùltima coisa que eu queria era correr o risco de enjoar no avião, muito menos vomitar. Então, assim que eu sentava na poltrona, o sono ia logo batendo e eu apagando. A viagem acaba sendo "mais curta" assim. Antes do avião decolar, eu jà cochilava. Eu acordava so pra comer, me esticar e ir no banheiro. Nos dois vôos acordei com o impacto dos trens de pouso no chão ao aterrissar e depois ainda voltei a dormir, acordando apenas quando o avião parava completamente. Isso ainda traz o beneficio de chegar "em forma" na destinação. 
O segundo ponto a analisar, era o melhor assento para gestantes. Não pude escolher na hora da compra, pois sairia mais caro e a ordem era "contenção de despesas!" Planejei pedir pra trocar com alguém na hora mesmo. Então, no primeiro vôo, a namorada do rapaz que estava sentado do meu lado, estava bem no melhor lugar para gestantes e ele me perguntou se eu me importaria de trocar de lugar. Quase não acreditei. Eu nem precisei procurar, nem pedir. Veio de presente nas minhas mãos, tão facilmente. Impressionante como Deus cuida de mim. Um dos motivos pra eu apreciar tanto viagens é que saindo da minha zona de conforto, consigo ver melhor o cuidado de Deus. Claro que o cuidado dEle é constante, mas eu sou cabeçuda pra enxergar isso, como muitos por ai. O lugar em questão era na primeira fila, onde tem mais espaço para esticar as pernas, do lado do banheiro, o assento no corredor. Assim, tive muito mais conforto. Pude variar as posições ao longo das 10 horas de vôo. Me alongava, levantava, botava as pernas pra cima apoiando os pés na parede, caminhava. Além do mais usei meia de compressão, indicada para evitar varizes. O ùnico problema com relação a esse lugar, e que me deixou um pouco impaciente, é que as pessoas querem passar por ali e acabei levando alguns sustos quando alguém enconstava no meu pé ou no joelho sem querer. Pior quando uma mulher me acordou pra pedir pra eu tirar as pernas (que estavam pra cima, na parede) do caminho pra poder passar. 
Outro cuidado que tomei foi de levar os principais exames da gravidez, junto com um atestado da minha obtestra autorizando a viagem. Cada companhia aérea tem suas regras, mas a maioria permite viajar com até 8 meses (algumas vezes pedem autorização nesse periodo, mas nem sempre). Antes dos três meses é contra indicado. A melhor fase mesmo pra se viajar é entre os 3 e os 7 meses. Elias està com quase 25 semanas. Voltarei com 30, um pouco mais de 7, mas ainda dentro do prazo da companhia aérea. Tudo planejado. Agora me resta continuar cuidando de mim e dele pra ele nascer no momento devido, como indicam os exames pré-natais.
O ùltimo ponto pra mim é vàlido pra qualquer um que viaja: usar roupas confortàveis! Comprei um bom par de tênis, confortàveis e leves. Uso sempre roupas folgadinhas e de tecido agradàvel. Carreguei também pouco peso. Coloquei na mala e na mochila somente o necessàrio, sem esquecer a garrafinha d'àgua e a escova e pasta de dentes. :)
Resumindo: o segredo para uma viagem tranquila é um viajante leve e bem informado. 

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Das mordomias da gravidez

Eu sou uma pessoa chata. Obviamente, sou uma gràvida chata também. eu conheço meus direitos e faço questão de usufrui-los enquanto posso. Assim, desde que a barriga começou a ficar evidente, eu não sei o que é fila. As vezes até abuso um pouquinho. Outro dia estava no cinema e decidi ir ao banheiro antes do inicio do filme. Como não hà nada de original nisso, uma dezena de mulheres também estavam là. Admito que não era urgente para a minha bexiga, mas fiz pose de gestante sofrida e fui avançando ao lado da fila. Cheguei pra duas adolescentes que estavam na vez e pedi para passar na frente. Elas olhavam pra minha cara (de quase tão adolescente quanto a delas) atônitas. Expliquei com um sorrisão simpàtico nos làbios: "é que o bebê faz pessão na barriga. Um dia vocês descobrirão como é". Seus olhinhos encontraram minha barriga e as cabeças balançaram afirmativamente. Não ouvi suas vozes. Não sei se era timidez ou estupefação. 
Hoje, ninguém me faz passar muito tempo em pé na fila. Onde chego, pergunto logo qual o caixa preferencial. No banco, nos guichês, etc... E aeroportos. Essa tem sido a melhor parte da viagem. Filas nunca mais! Pois depois terei prioridade por estar com criança de colo. E depois, gravidez de novo. Vida boa...

* * * 

Fim dos escritos no aeroporto de Frankfurt. 

domingo, 23 de junho de 2013

A màquina do Mal

O tédio està batendo com força. Estou no aeroporto. Ainda. Não são nem 15 horas. Não quero andar por causa das dores. Desisti do livro justo quando ele tava ficando interessante porque me deu alergia devido ao cheirinho de mofo que trouxe do Brasil. A internet desse lugar comeu 2 euros meus pra me enrolar, recarregar a pàgina, me mandar baixar o google chrome. so fiz ter raiva diante daquela màquina, que se encontrada em vàrios pontos do aeroporto de Frankfurt com a ousada inscrição "INTERNET". 


O minuto custa 0,17€, o que não é caro em si, mas a questão é o que se faz em um minuto. Eu tinha 12 minutos para escrever para o marido e mandar noticias ràpidas pelo Face, mas a unica coisa que consegui foi mandar um e-mail pra Bernardo dizendo: "to em Frankfurt. Internet péssima. Love." Esse telegrama em 12 minutos! Por 2€!  Eu paguei menos por uma espécie de croissant de maçã com amêndoas delicioso! 
Em todo caso, fica o aviso. Essa màquina é do mal. Você fica com cara de bobo assistindo impotente o seu tempo e dinheiro indo embora dançando zombeteiros uma ciranda detestàvel.  

* * *
Da série: me ocupando em Frankfurt. 

O desafio

Via de regra, quem parte para 10 dias de férias, para um pais onde se tem muito e bons amigos, leva um espirito alegre. No aeroporto, meu pai, Càssia, Pedro e Bernardo estavam sorridentes e falantes. E o bom humor deles me incomodava, apesar de fazer bem. Eu estava longe de estar alegre, eu estava mal-humorada demais. Eu queria ter passado mais tempo com o marido, mas o trabalho não deixou. de qualquer maneira eu tinha muito o que fazer. Trago duas blusas um pouco umidas na mala porque lavei roupa um dia antes da viagem. Esse é mesmo meu carma desde a viagem para a Polônia. 
Nunca entrara na parte de embarque tão tarde. Fui uma das ùltimas a entrar no avião. Eu queria adiar o màximo possivel a separação. Mas a hora chegou, e não foi sem làgrimas nos olhos que abracei Bernardo dizendo que não queria ir sozinha. Um dengo so. Olhando a cena agora, vejo o quanto "menininha" estava. Mas não me acuse, leitor, eu tenho uma resposta infalivel e que serve pra tudo:
"é a gravidez!"
A resposta e a atitude de Bernardo me deram força. Ele respondeu com um forte abraço dizendo:
"Eu te amo por quem você é. E você é uma aventureira!"
So agora eu entendo a surpresa de muitos quando eu dizia que ia viajar sozinha por 40 dias. Uma grande amiga (Emmanuelle, pra quem conhece) disse: "Fico feliz em ver que você continua a fiel a si mesma: uma batalhadora." Quando li, pensei: "Exageraa...da". O sogrão, por sua vez, perguntou se eu não tinha a possibilidade de adiar a viagem. Na hora, respondi que "não" sem pensar. Mas na verdade nunca cogitei essa possibilidade. Eu planejei viajar e terminar o Mestrado 2 gràvida. Não, não foi um acidente. Apenas mais um projeto mirabolante dos SOUSA.
Admito que eu não achei que seria tão dificil. Que eu so faria dormir durante os 3 primeiros meses. Que eu so pensaria em ultrassonografias, desenvolvimento fetal, Pilates e comida nos meses seguintes. Nem que Elias traria consigo uma torta de hormônios das mais doces. Carência level up!
Mas eu não desisto. Eu sei quem sou. Bom ter pessoas que me ajudam a lembrar quando esqueço. O apoio de Bernardo tem sido decisivo. E eu acho que Elias vai gostar da aventura vivida comigo. Afinal, a aventura é dele também. A primeira de muitas. E é por ele também. Quero que ele sinta orgulho da mãe que tem. 

sábado, 22 de junho de 2013

Esperando em Frankfurt

Portão A6, aeroporto de Frankfurt, antes do meio-dia. O vôo chegou às 10h00 (horàrio local) e o seguinte parte apenas às 16h40. Alemão zunindo nos ouvidos. Màquina de chocolate quente gràtis. Dor na lombar e nas pernas. Mais 4 horas de espera pela frente. 

Elias esteve quieto a maior parte do vôo, dando-me uns chutinhos gostosos de "bom dia" pela manhã. 

Sem computador. Com um livro que não me prendre entre as mãos. 

 * * * 

O que fiz? Escrevi muito a mão. Digitarei tudo em breve e compartilharei por aqui. Nesse momento estou na casa de Mel e Mikaël. Jà brinquei um pouco com Luigi. Jà tomei um banho morninho. Amanhã o plano é conhecer Martigues e encontrar irmãos na Igreja Batista daqui. 

Até breve. 

quinta-feira, 20 de junho de 2013

40 dias de deserto

Muitos dizem que quando se casa, perde-se a liberdade. É verdade que aceitamos e queremos algumas limitações. Mas com relação aos estudos e à carreira, o casamento no meio da graduação em nada nos atrapalhou. Pelo contrário, nos fortalecemos e nos icentivamos mutualmente a crescer. Dou graças a Deus pelo marido que tenho. Marido que me instiga a avançar, que me apóia e se alegra com o meu sucesso. Faz parte disso passar um tempo separados devido a viagens, eventualmente. 

Lembro da primeira, logo no início do namoro. 10 dias de férias em Noronha. As más línguas dirão que é pouco, e que passa rápido, mas amargamos uma grande saudade que rendeu lindos poemas da parte do apaixonado namorado. Percebo também que a duração das viagens vai aumentando. Depois passei 15 dias na Polônia pro Mestrado 1. Ano passado, uns 35 dias na França pro Mestrado 2. E em algumas horas estarei eu novamente num avião, longe da minha metade, com longuíssimos 40 dias de distância pela frente. Nunca estive tão dividida quanto a uma viagem. Nunca amarguei tanto a saudade com antecedência. Nunca quis tanto que o tempo parasse um pouco antes de eu partir. 

Percebi que é recíproco e ele confirmou. Desde o fim de semana um mau-humorzinho acompanhava o marido. O diagnóstico: saudade antecipada. Ele me faz um carinho efusivo na barriga e diz: "Volte logo com Elias. Traga Elias logo pra perto de mim."


segunda-feira, 10 de junho de 2013

O sexo do bebê - mistério resolvido!

Lucilo d"Ávila, às 13h00. Hora marcada, ok. Antes de sair de casa fiz uma check list e tudo estava ok: carteirinha do plano, dinheiro, receita da obstetra, olhar no google maps o melhor caminho, sair com 1 hora de antecedência. Esqueci de colocar o DVD pra gravar, mas chegando lá, ele estava na bolsa. Ufa... Bom, esperamos por quase 2 horas. Mas nosso humor estava quase inabalável. O meu se abalou um pouco quando Bernardo, faminto, decidiu ir buscar algo pra comer e eu fui chamada bem na hora. Mas falei com uma moça lá e pude entrar quando Bernardo voltou, pouco tempo depois. 

Tudo dando certo. Parece que era pra ser hoje mesmo. 

Fomos bem atendidos, com boa estrutura e pela simpatia e competência da Dra Rosângela Falcão, que foi nos informando de tudo, comentando o que via, mostrando cada partezinha do nosso baby. A primeira que ela viu foi o... Ele não fez mistério quanto ao seu sexo. Assim que o instrumento foi colocado na (sobre) minha barriga, ele estava virado pra gente, de pernas abertas, como quem diz "Olha aqui o que vocês tanto querem ver". Depois se remexeu bastante, mudou de posição, bocejou, estirou uma perna, dobrou outra, intercalou a posição delas. Esse não nega a filiação de jeito nenhum. Também com os pais agitados do jeito que são, criança calma é que ia ser difícil vir... Elias é definitivamente um bebê agitado e desenrolado. Nada que eu já não soubesse, visto o quanto ele se remexe no seu ninho.  


sexta-feira, 7 de junho de 2013

O mistério e a beleza da barriga de uma grávida


Interessante observar as mudanças de comportamento das pessoas com as mulheres grávidas. É como se a mulher se tornasse um ser à parte. Como se ela deixasse de ser mulher para ser simplesmente grávida.

De maneira geral, convencionou-se que não se toca ou beija a barriga de uma mulher. Nem a de homens, por sinal. Imagine a cena de duas amigas que se encontram no shopping e começam a alisar a barriga uma da outra e trocam beijos na barriga ao invés das bochechas. Estranho. Mas agora imagine que apenas uma delas faz isso e a que recebe o carinho ostenta um barrigão gestante. A tendência é sorrir para a cena com simpatia.

O fato é que, normalmente, ninguém pega na barriga das mulheres por aí. Mas antes mesmo de a barriga de uma grávida aparecer, todos, homens e mulheres, perdem todos os melindres e parece não haver problema algum no toque. Tomei muitos sustos no início, ao cumprimentar alguém a quem antes apenas dava os dois beijinhos convencionais e a pessoa de repente "metia a mão" na minha barriga. "Minha barriga não é vitrine, oras!", pensava eu. Lembro da simpatia que senti por uma amiga que certa vez me pediu pra tocar na barriga. Achei de grande delicadeza e respeito e obviamente consenti. Eu sei bem que é um gesto carinhoso, e curioso. E até me acostumei e talvez até tenha aprendido a gostar.

Até mesmo a minha relação com meu corpo mudou. Nunca gostei de mostrar minha barriga, exceto na praia por questões culturais. Antes de engravidar eu pensava que não mostraria minha barriga e que a gestação não seria pretexto pra fazer algo que em outro estado não faria. E qual não foi a minha surpresa quando eu me vi querendo publicar uma foto da minha barriga!

Parece que a barriga de uma mulher perde sua sensualidade por passar a ter outra função. Isso afeta a todos. A família vê sua cultura preservada por mais uma geração. E cada indivíduo tem o instinto de se sentir satisfeito com a sobrevivência da sua espécie sendo mantida pelo tal ventre. Assim, todos querem participar um pouco disso e festejar com a incubadora. Querem ver, tocar, acariciar o invólucro que cumpre o nobre papel vital e necessário à vida tal qual conhecemos na Terra. A barriga da grávida passa a ser objeto de domínio público, tratado com reverência, apesar da ausência de cerimônia.




quinta-feira, 6 de junho de 2013

Ultrassonografia - a esperança é a última que morre

Ultrassonografia marcada! Vai ser particular mesmo. O plano não cobre a morfológica. Da outra vez não houve problema porque era uma ultrassonografia obtétrica normal. Vai nos custar 250,00 reais, mas não se trata apenas de saber o sexo. Verificar que ele está saudável é o principal, mas descobrir logo o sexo seria um ótimo brinde. Liguei pro Lucilo d'Avila e não tinha vaga pra esse mês. Até que disse que seria particular e milagrosamente apareceu horário livre na segunda-feira já! Pagando tudo é mais fácil, é?  Bom, tive que cancelar compromisso. Bernardo vai ter que mudar o horário de uma aula. Mas é por uma boa causa. 
Torçam por nós! Espero que dessa vez dê tudo certo e o baby nos ajude sendo bem desinibido. 
Assim que eu tiver novidades, corro aqui pra contar ;) 

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Gravidez - álbum 2 - 21 semanas

Eu prefiro estar atrás das câmeras, onde me sinto mais à vontade e faço melhor o que me proponho. Mas o desejo de registrar esse momento de todas as maneiras possíveis me impulsiona até a fazer coraçãozinho na barriga. Aqui vai o resultado de um belo dia de sol, praia, exibicionismo da minha parte, cooperação da parte do marido e pessoas que gostam de fotografia (Bernardo, Kell e Monique). 

           








domingo, 2 de junho de 2013

Barriga de 5 meses (21 semanas)

A frase que vai marcar minha gestação será com certeza: "Que barriga enorme!" Eu com certeza a ouço, ou leio, todos os dias. Talvez, umas 6 vezes por dia, ou mais. De pessoas que me vem toda semana e das que passam mais tempo sem me ver. Eu já estava começando a ficar noiada com isso. Tinha medo de a barriga ficar grande demais, de estar acima do peso, de ficar deformada aos 9 meses. Apesar de estar seguindo uma dieta e ganhando exatamente o peso ideal semana a semana. Perguntei à obstetra: ela disse que estava normal. Resolvi comparar com a barriga de outras grávidas. Achei umas com a barriga menor, outras com a barriga maior, outras com o mesmo tamanho da minha aproximadamente. Selecionei fotos de algumas famosas com barriga de 5 meses e da cunhadíssima Mel. Mulheres que em teoria não ganharam peso demais, justamente porque trabalham com a imagem. Não me sinto muito maior que elas... =P










Ganho de peso ideal na gravidez

Informação é importante sempre. E quando se trata de ter filhos, pra mim, é crucial. Desde a gestação até a educação é preciso ler e estudar. Nas minhas pesquisas, encontrei dados interessantes sobre a distribuição do ganho ponderal ideal no corpo da mulher no final da gestação.

Bebê - 3.500g
Placenta - 700g
Líquido amniótico - 900g
Crescimento uterino - 900g
Tecido mamário materno - 900g
Volume sanguíneo materno - 1.800g
Líquidos nos tecidos maternos - 1.800g
Gordura materna - 3.200g

Total: 13.700g

Assim, para garantir um bom ritmo de ganho ponderal e evitar inconvenientes tais as estrias, aconselha-se um ganho de :

Primeiro trimestre - 2.000g
Segundo trimestre - 6.000 a 7.000g, sendo 500g por semana
Terceiro trimestre - 4.000 a 5.000g, sendo 500g por semana nos 7° e 8° meses e 500 a 1.000g no 9°

Claro que é difícil seguir à risca, mas o importante mesmo é não haver oscilação brusca de peso. 
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