Amor de mãe

Sinto falta de ser amada pela minha mãe. Ninguém no mundo me devotou amor dessa natureza além de Auricéia Pereira da Costa. Ficou algo vazio, um tipo de carência que nunca mais será suprida. Não digo que viverei triste por isso, mas o fato é que ninguém me amará daquele jeito tão cego de mãe. Claro que a vida continua, que eu sou muito amada pelo meu pai, pelo meu marido, pelos amigos. Obviamente amar também ajuda a encher o "tanque do amor" (para reutilizar a imagem de Gary Chapman). Alegro-me com a oportunidade de viver esse amor por outro ângulo. Chegou a minha vez de amar o meu filho, de provar a experiência única de amar um ser dessa maneira. Mas ser amada dessa maneira só se vive uma vez na vida. A saudade não é ruim em si, é reflexo de que se viveu algo que merece ser lembrado. Eu carrego guardada a lembrança do amor dessa mulher em lugar de honra. E essa lembrança evoca sorrisos e alegrias.  


















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