Diário de gravidez

Quase meia-noite. Estreio a caneca que ganhei de Bernardo como presente de aniversário. "Mãe: sempre o melhor colinho" diz ela e traz o desenho de uma barriga de grávida. Bebo chá quente de boldo-do-chile no calor de Recife não pelo sabor, mas pela necessidade em tentar aliviar uma dor de estômago que me impede de dormir. E escrevo para me distrair enquanto a dor vem, atinge seu apogeu e vai se afastando devagar, dando xauzinho e dizendo até bem breve. 
Azia e náusea marcaram presença no primeiro trimestre da gravidez. Algum vômito, dois ou três dramins e muito sono. Um sono irresistível. Recobrada uma parte da disposição e com raros e leves enjoos, retomo a divisão dos afazeres domésticos, até então nas mãos cuidadosas de Bernardo. Difícil é querer me ocupar com algo que não seja relacionado à gravidez. Estou lendo o livro "O que esperar quando você está esperando", um best-seller americano sobre gravidez, no lugar de ler para o mestrado. Tenho acompanhado blogs, lido artigos, conversado com amigas e colegas conhecidas, conhecendo novas pessoas, sugando tudo o que posso de mães, enfermeiras, professoras de Pilates (que começo na semana que vem), parteiras, blogueiras, etc. Quero entender exatamente o que se passa com o meu corpo e com o bebê.
Sinto uma satisfação toda nova em ver meu corpo mudando. É como uma nova puberdade. Porém acelerada. Em quase 4 meses ganhei 2,5Kg e o meu corpo já ganhou novas curvas. Amo minha barriga redondinha, sentir diferente a textura do meu umbigo. Deleito-me ao saber da vida que carrego no invólucro em que se tornou meu próprio corpo. 
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