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quinta-feira, 31 de março de 2011

Promessas matrimoniais por Martha Medeiros ou Mário Quintana*

" Promete não deixar a paixão fazer de você uma pessoa controladora, e sim respeitar a individualidade do seu amado, lembrando sempre que ele não pertence a você e que está ao seu lado por livre e espontânea vontade?
Promete saber ser amiga(o) e ser amante, sabendo exatamente quando devem entrar em cena uma e outra, sem que isso lhe transforme numa pessoa de dupla identidade ou numa pessoa menos romântica?
Promete fazer da passagem dos anos uma via de amadurecimento e não uma via de cobranças por sonhos idealizados que não chegaram a se concretizar?
Promete sentir prazer de estar com a pessoa que você escolheu e ser feliz ao lado dela pelo simples fato de ela ser a pessoa que melhor conhece você e portanto a mais bem preparada para lhe ajudar, assim como você a ela?
Promete se deixar conhecer?
Promete que seguirá sendo uma pessoa gentil, carinhosa e educada, que não usará a rotina como desculpa para sua falta de humor?
Promete que fará sexo sem pudores, que fará filhos por amor e por vontade, e não porque é o que esperam de você, e que os educará para serem independentes e bem informados sobre a realidade que os aguarda?
Promete que não falará mal da pessoa com quem casou só para arrancar risadas dos outros?
Promete que a palavra liberdade seguirá tendo a mesma importância que sempre teve na sua vida, que você saberá responsabilizar-se por si mesmo sem ficar escravizado pelo outro e que saberá lidar com sua própria solidão, que casamento algum elimina?
Promete que será tão você mesmo quanto era minutos antes de entrar na igreja?
Sendo assim, declaro-os muito mais que marido e mulher:
declaro-os maduros. "

Para renovar e completar as nossas. 
Próxima postagem é sobre viagem. Pra mudar um pouquinho de tema, né? Ou preferem que continue com esse? O que falar é o que não falta ;)

* O debate é grande, mas não se sabe ao certo quem é o verdadeiro autor desse texto. Eu prefiro não arriscar palpite...

Votos de casamento de Cecília

O que eu sinto por você é um milagre, Pedro. Eu vejo claramente a mão de Deus nesse amor. E é por ter Deus como alicerce que eu prometo, Pedro Bernardo de Sousa, te amar perene e dedicadamente.
Para tanto, prometo buscar na Bíblia discernimento para ser a mulher virtuosa que você merece desposar e um exemplo de mãe para um grande e abençoado lar.
Eu te prometo a minha mais inconfessável verdade e minha devotada terafidelidade. Te prometo uma aliança com os olhos e o coração.
Prometo te reservar o meu sorriso mais espontâneo, o meu verso mais genuíno, palavras, gestos de respeito e carinho, sonhos e realidades no nosso ninho.  

quarta-feira, 30 de março de 2011

Promessas matrimoniais

Cecília, minha princesa
Hoje, neste momento
Eu amo você
E para o porvir
Prometo todo amor e respeito
Que eu puder encontrar em mim
E prometo não parar de procurar
Prometo não descansar enquanto não encontrar
Sua felicidade, onde quer que ela esteja
Prometo ser sua felicidade.
Prometo ser terafiel em cada pensamento,
E prometo orar por você todos os dias
A partir de hoje, até que a morte nos separe.

Amém


* Hoje comemoramos 2 anos e 7 meses de casamento :) Amanhã, os meus votos. 

quinta-feira, 24 de março de 2011

A Cruz


Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.
Efésios 5 - 25, 26 e 27.


Jesus não fez menos do que morrer por sua igreja. Por que eu deveria me dar ao luxo de esperar apenas bênçãos no meu casamento? Jesus carregou sua cruz, e isso não foi fácil. A dor, o cansaço, as agressões físicas e morais que ele suportou por nós, sua igreja, não me deixam dúvidas; o casamento pode ser muito doloroso.

Eu amo minha esposa, e eu prometo amá-la completa e intensamente até o fim dos meus dias. Eu não acho que isso vai ser fácil. Eu espero em Deus o calor e o carinho do seio de uma família crente nEle, que oferece proteção e risadas. Mas eu sei que vamos enfrentar tempestades. Não me refiro à tempestade que criamos para cruzar a França de bicicleta. Aquilo não foi nada... Estávamos nos divertindo. Antes, estou me referindo a provações de terror intenso. Ninguém sabe em que momento do ano um de nós vai descobrir que sofre de uma doença grave, ou vai ser atropelado por um ônibus. Não sabemos se o avião vai cair, ou se o trem vai colidir com outro por falha humana. Não temos meios de prever se um dos nossos filhos vai nascer deficiente, ou não vai chegar à idade escolar, ou o que for. O pensamento trágico não aumenta nem diminue estes riscos. Algo muito ruim que eu não imaginei ainda pode acontecer. Nada é certo. Nada além do amor.
O que quer que aconteça, eu estarei pronto a amar minha esposa. Isso é público. O "sim" foi público. Os votos lidos foram lidos em público. Isso não é segredo. A reafirmação desse amor não é notícia, não há novidade aqui. A reafirmação desse amor é explicação. Cristo amou a igreja. Cristo morreu pela igreja. Eu amo Cecília. Quem garante que eu não vou morrer por ela? Quem? Deus? Ele, que viu sua criança imolada, seria o último a afirmar isso. Eu escolhi morrer por ela, a menos que isso não seja necessário.
Respeitá-la, cuidar dela, criar seus filhos no amor e na graça do Evangelho, claro, claro, tudo isso, mas, por cima de tudo isso, caso seja preciso, se deixar sacrificar em seu lugar. Essa é a expressão máxima de meu amor. A triste e macabra realidade do amor matrimonial do marido é essa; a possibilidade de uma morte precosse em função da esposa.
O que se diz com isso tudo, é que o casamento tem certamente seus sacrifícios. Paulo ensina. É preciso amar até o fim. É preciso amar com todas as forças. É preciso não se dar escolha, uma vez que as escolhas já estão feitas e as decisões tomadas. Agora é preciso cumprir.
Eu afirmo que estarei pronto a defender a mulher que Deus me deu, até o último fôlego. Não é romântico, é dramático como a vida. É altamente real. Não é promessa original, é casamento. Nenhum homem pode se gabar de tê-lo inventado. Deus nos uniu. Separar-nos sem ofendê-lo é impossível, a menos que custe minha vida. Numa cruz, se for preciso.

Publicado hoje, mas escrito en janeiro de 2009.

terça-feira, 22 de março de 2011

Como se declarar?

Encontrei por caso esse texto que data exatamente de 5 anos e 5 meses atrás.

"Pedro,

Resolvi escrever pra pôr um pouco para fora tudo o que eu estou sentindo. Sinto um bolo subindo pelo esôfago, algo que precisa ser expelido para poder dar espaço a outras coisas, como o vital O2. Mas é que ultimamente outras coisas têm-me sido vitais: eu respiro Pedro; transpiro Pedro; bebo Pedro... Pois é. E escrever é o cano de escape. Quando eu vomito o bolo por você em você. Que maneira excêntrica de nomear um sentimento, não? Bolo! É que falar de paixão me faz lembrar do quanto isso é grave. Muito grave! Porque eu não estou mais apaixonada do meu jeito. De repente fiquei fora de mim. Apaixonada! Louca! Insensata! E tão feliz!
Vi certa vez num filme que apaixonar-se é pular de um precipício: você pensa que está voando, mas pode já estar caindo. Ou algo parecido. Pulei. E como é boa a sensação de liberdade. Voar sem saber exatamente onde. Sentir o vento açoitar seu rosto. Ter um amplo campo de visão indicando vários caminhos possíveis, mas não precisar nenhum, pois a imagem é embaçada. Vai ficando mais nítida à medida que engendra-se por um dos caminhos. Então é racionalizar um pouco, ao menos. E contar com a sorte. Eu tenho sorte. 
E, num lapso de realismo, penso se já não estou caindo. Medito. Vejo que cair também é voar. Voar pra baixo. A sensação é a mesma. Só vou saber quando sentir (se sentir) meu corpo chocar-se com o chão duro e a grande dor conseguinte. Parece-me que vale a pena correr esse risco. Sempre há algum risco em qualquer situação. 
Pode-se não pular. Passar a vida inteira com os pés firmes no chão frio. Vislumbrando o precipício e temendo-o. Arriscando-se a morrer com o arrependimento e sem ter se dado a chance de voar. 
Como já disse, pulei. E não há arrependimento. Jamais haverá. Grandes paixões! Grandes riscos! E eu assumo a ambos. Admito que eu, com todo o meu realismo, rendi-me a um romance intensamente apaixonado. 
Adoro você. 

Grande beijo,
Cecília

22/10/05 - Sab - 00:37

P.S. Há um belo par de olhos castanhos fitando-me de uma fotografia. Que sensação familiar. Mais agradável só pessoalmente. Vou dormir. Amanhã (hoje) nos veremos novamente e eu o beijarei profundamente. O beijo é outro cano de escape."

O que acham dessa declaração de paixão? Eu sinto um bolo por você... Um tanto excêntrico, não? 

domingo, 20 de março de 2011

"Brincar" de ser escritor

Ah, como é bom estar de volta à blogosfera! Que prazer em escrever, em compartilhar meus pensamentos, minhas pequenas histórias de todos os dias singulares. Compartilhar é um conceito central para entender essa satisfação. Não se trata de escrever simplesmente. Não há comparação com o ato de escrever num diário para fechar a cadeado e guardar a chave preciosamente.
Eu me lembro do meu primeiro diário. Ele era rosa, pequenino, de capa emborrachada, com um cadeadinho fácil de sabotar. Foi nas suas folhas ornadas de desenhinhos que escrevi meus primeiros versos, minhas primeiras declarações, meus jovens segredos. Eu tinha 8 anos. Aos 13 mudei de suporte. Comprei um caderno com várias folhas brancas de linhas azuis. Sóbrio como deveriam ser as idéias. Em tese. Na capa uma imagem de uma ilha deserta, o mar, um coqueiro, um versículo bíblico. Qual mesmo? Ai, como queria lembrar... Em todo caso, o caderno, que ganhou nome - Hermione (sim, uma fã de Harry Potter) - , combinava com meu estado de recolhimento, de solidão, de busta identitária. Ele está bem guardado. Numa caixa cheia de outras coisas. Não tem cadeado, mas não é destinado à publicação.
Escrever num blog é compartilhar. É dar de si e receber. No início nossa idéia era de informar à família que estávamos bem do lado de cá do Atlântico. Mas foram aparecendo leitores desconhecidos, para nossa surpresa. Passamos a escrever para eles também. E descobrimos um prazer imenso. Acho realmente curioso esse efeito blogosfera, esse deleite em ser lido. Em ser visitado por desconhecidos. E conhecer esses desconhecidos. Manter contato. Lê-los também.
E escrever mais. Só pela arte mesmo. E esse tal prazer de ser lido. E compreendido?

sábado, 19 de março de 2011

A beleza está nos olhos de quem vê

Às vezes eu esqueço que não sou a mulher mais linda do mundo. A culpa é toda desses teus olhos em par a me fitar.



sexta-feira, 18 de março de 2011

Oração do dia

Senhor, não permita que as bênçãos que derramas na minha vida me afastem de Ti.

Amém.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Diálogo?

Conversa à mesa, após o almoço.

- Ai, amor, tenho que pensar no tema pra minha dissertação de conclusão de estágio...
- Você já tem alguma idéia?
- Sim, algumas, o difícil é escolher. Eu tava pensando em analisar as dificuldades e estratégias disponíveis num contexto de aprendizado onde o professor de francês e alunos iniciantes não compartilham a mesma língua.
- Humm... Interessante.
- Uma outra opção é falar sobre as técnicas de correção. Como, quando, por que, etc.

Silêncio.

- Amor?
- Humm?
- O que você acha desse tema?
- Interessante. - responde o marido com o rosto passivo.
- O que?
- O que o que?
- O que é interessante?

Sorriso amarelo do marido.

Eu não sei se dá raiva ou se me apaixono ainda mais. Adoro o sorriso dele sem jeito.

Do silêncio

Um blogueiro de respeito não deixa seus leitores um mês no silêncio. Um blog de qualidade é atualizado, no mínimo, uma vez por semana. E aqui estou eu, um mês depois, essa blogueira furada, nem mesmo pra escrever algo novo, mas simplesmente pra me desculpar pela ausência. Ah, e publicar orgulhosamente alguns dos motivos. O principal são os estudos. Estou na reta final do primeiro ano de mestrado em FLE (francês língua estrangeira) e isso tem tomado muito tempo. Mas o resultado tem sido mais que positivo. Querem saber minha média do primeiro semestre? 15,75!! Considerando que a nota máxima é 20, a média pra passar de ano 10, a média pra ser aceito no segundo ano de mestrado é 12 e que a minha nota foi maior que a de muito francês... mamãe vai ficar orgulhosa :D

É isso pessoal. Tenham paciência; notícias e abobrinhas em breve ;)
Enquanto isso, confiram nossas fotos de fevereiro.

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