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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Maná

Após um ano de trabalho na Pizza Hut de Clermont-Ferrand e para comemorar o fim da licenciatura, decidimos fazer uma grande viagem de férias. Dia 12 de julho partimos de trêm para Lyon. Onde passeamos durante a tarde enquanto esperávamos a hora do ônibus que nos levaria após 11 horas de estrada à Nuremberg, na Alemanha. De lá, após uma volta na cidade, seguimos para Leipzig, onde passamos uma agradabilíssima semana com nossa amiga Christiane e seu esposo. Na madrugada do dia 19 estávamos num banquinho em Zurique, esperando o trem que nos levaria a Tramelan, onde passamos duas semanas. Após três semanas de puras férias, chegou a hora de ir para a Alsácia trabalhar na colheita de frutas durante um mês. Eis o nosso itinerário:


Como Deus alimentou os israelitas dia após dia no deserto, Ele nos alimenta segundo nossas necessidades. Nesse último verão nós fomos colhendo e saboreando uma a uma as bênçãos do Senhor. E elas foram numerosas. Por isso nomeamos essa viagem de "Maná".

"Bom é ter esperança, e aguardar em silêncio a salvação do SENHOR" (Lamentações 3:26)

Eu queria ser aquela árvore que viu suas folhas cair e não chorou. Aquela árvore que o frio do inverno não abalou. Suas raízes fortes e nodulosas longe vão buscar o alimento que sustentará cada um de seus galhos. Seu tronco robusto resiste às intempéries. Essa árvore sabe viver. Ela aceitou o ninho vazio. O silêncio do inverno. E vestiu com majestade o manto branco de dezembro. Meses depois, ela viu resignada o boneco de neve partir. Na primavera, ela acolheu o filho pródigo. Deu sombra ao homem solitário. Fruto ao moleque acinzentado. Sua flor ornou os cabelos da moça. O esquilo fez dela seu refúgio. A árvore aceitou com um sorriso nos galhos, com a consciência de que nada daquilo era definitivo.
De onde ela tira a sua força? Como ela aprendeu quem ela é e o seu papel no sistema? Como ela aprendeu a aceitar com tanta doçura o seu destino? Com quem ela aprendeu a dar sem esperar algo em troca? Comovo-me. Eu queria ser aquela árvore que soube esperar. Os pés firmes ao chão. Os braços sempre abertos. A cabeça alta, perto do céu.

domingo, 14 de novembro de 2010

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