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segunda-feira, 22 de março de 2010

Aula de F.L.E

Francês língua estrangeira. F.L.E. É isso o que estudamos na faculdade. O curso forma professores de francês para estrangeiros. Temos um exercício pra fazer e gostaria que vocês nos ajudassem. Rápido, pois é pra amanhã à tarde :D Precisamos dizer 10 coisas boas do Brasil. Peço a cada um a escrever sua lista nos comentários para me ajudar a preparar a minha, s'il vous plaît...

Escreverei em breve, no momento ando muito ocupada.

Beijo!

domingo, 14 de março de 2010

Igreja


Hoje foi dia de assembléia geral na pequena igreja batista de Clermont-Ferrand. Entre outras coisas, nós votamos por alguns projetos a longo prazo. Um missionário no sul da região, um seminarista em Barcelona, um novo templo, um projeto missionário educativo.

Eu votei OUI para tudo.

E eu fui votado também. A igreja me escolheu para entrar no seu conselho. Que Deus me ajude...

quinta-feira, 11 de março de 2010

Los Hermanos não é Ana Júlia

Estive revisitando músicas legais de quando eu vivia no Brasil e decidi relançar esse videozinho que eu fiz pra Cecília, ainda no tempo em que eu usava Windows.
A trilha sonora é pra lembrar que Los Hermanos não se limita a "Ana Júlia" :P

quarta-feira, 10 de março de 2010

Nigéria: 500 crentes mortos em 3 horas

Na noite da segunda feira, 8 de março de 2010, na região central da Nigéria, mais de 500 cristãos foram massacrados los vilarejos de Dogo Nahawa, Zot e Rastat. Segundo o presidente da Aliança Cristã da região, Andersen Bok, uma multidão chegou gritando "Allah Akbar" para queimas as casas e matar todo mundo, inclusive mulheres e crianças. Os cristãos chamaram o exército algeriano que só chegou quando os muçulmanos já tinham partido.

Vamos orar pelos nossos irmãos nigerianos.

terça-feira, 9 de março de 2010

Tudo é relativo, já dizia Einsten

O casal recebe um amigo em casa para o jantar. Bem alimentados. Amigo interessante. Casal feliz. Conversa agradável, que em determinado momento se envereda por trilhas filosóficas do tema beleza, atingindo um caminho, um atalho mais precisamente, com uma dimensão toda pragmática e direta:

A - Qual a garota mais bonita da igreja pra você, Amigo?
B - Mas amor, isso é pessoal, é relativo...
A - Eu sei, é por isso mesmo que pergunto. Se não fosse relativo, eu não precisaria perguntar. Simplesmente diria a ele quem é a garota mais bonita.
B - ! Wow! You got it. Viu, amigo, por que me apaixonei?

O amigo simplesmente aproveita a distração do casal, para se desviar e não dar resposta.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Em breve!

Esse fim de semana nos reunimos com um grupo de jovens cristãos numa casa de campo para orar pelos cristãos perseguidos no mundo. Foram dois dias de muitas bênçãos, comunhão fraterna e contato com o Pai.
Em breve contaremos mais, colocaremos fotos e vídeos.

Aguardem.


O garoto que casou com a mãe

Essa semana encontrei no msn um amigo de infância com quem não falava há muito tempo. Resolvi saber como ele estava, por onde andava, etc. Alguns dos que acompanham esse blog o conhecem e vão estar surpresos ao saber as novidades.

- Oi, menino, tudo bem? E então, já casou?
- Sim!
- E cadê as fotos? Quero ver! :)
- Fotos?? Oxe, eu casei com a minha mãe!!!!

Pausa. Eu reflito. É bem verdade que ele sempre foi muito apegado à mãe. Por sinal, ela sempre foi a "tia" preferida pelos amigos que compunham nosso grupinho. Perguntei-me "será que isso quer dizer que ele se decepcionou com a namorada e decidiu nunca casar"? "Será que é piada"? Ele sempre foi engraçadinho mesmo...

- Hã? Como assim?

E então ele me explicou que a noiva dele estava na Espanha e ele no Brasil no momento do casamento. Ele havia encontrado a moça em 2008 durante a viagem de intercâmbio na Alemanha. Eles namoraram, viajaram juntos pra terra da moça, Espanha, pra terra do rapaz, Brasil, até que por questões burocráticas, práticas e chatas, tiveram que se separar e cada um foi pro seu canto. Esperar o outro e dar um jeito de ficarem juntos. A jovem, então, assinou uma procuração no nome da sogra pra que esta possa se casar com o filho. E assim o moleque mais bagunceiro da turma, que conversava durante as aulas, falava palavrão e aperreava as meninas, casou com a mãe. Depois Marcus partiu pra Espanha, onde vive com sua esposa, que não é a mãe dele!

Felicidades ao casal!

sexta-feira, 5 de março de 2010

"Cada obra pertence ao seu tempo"

Aos 14 anos, na oitava série do colegial, escrevi um texto para uma das matérias da escola. A professora, Andréa Ramos, gostou tanto que me pediu autorização pra trabalhá-lo em sala com a turma. Encheu-me de satisfação e medo. Mas aceitei, com a condição de que ela revelasse a autoria apenas após ouvir os comentários de todos. Foram positivos, ufa... Minha primeira experiência como escritora lida. Um orgulho!
Aos 17 anos, mostrei-o pra Pedro e dei minha opinião de quase quase adulta...


As utopias da adolescência

A adolescência é a hora do tudo ou nada. É a hora de você se conhecer melhor e conhecer o mundo a sua volta também. É a hora de você saber do que gosta ou não, quais são seus princípios e valores, e onde se quer chegar. Depois é hora de ir, com as próprias pernas, traçando o seu caminho.
O mundo é hipócrita e injusto, você quer mudá-lo, moldá-lo à sua maneira e não sabe por onde começar. Como fazê-lo? Sua força no é o suficiente para se fazer impor. Desesperado, você grita, mas seu grito não é suficientemente alto para se fazer escutar. Será que eles não lhe entendem ou é puro fingimento? ... Talvez eles também estejam gritando por ajuda.
A sociedade estabeleceu regras e limites, mas você não os aceita. Isso não afirma que você não quer aceitá-los, apenas nega que eles fazem parte da sua realidade, a realidade que você quer, que você criou ou quer criar.
Você constrói o seu mundo só para si, ele é seu. Nele deposita ideais de amor, solidariedade, amizade, comunhão e todas aquelas que não foram distorcidas pelo mundo lá fora. Essas idéias ainda não lhe desiludiram, não lhe decepcionaram.
Eles dizem que você é jovem e que quando virar um deles, verá que a vida não é assim. Que o que quer é utopia, abstrato e impossível. chamam-lhe de aborrecente, louco e imaturo. Dizem que o que você quer é chamar atenção e que só fala abobrinha. Dizem que você é um egoísta e só pensa em si mesmo, que só pensa em coisas fúteis.
Obviamente você quer passear, namorar, se divertir. Mas não é apenas isso; você quer mais. Você espera mais do mundo, mas só espera e pouco recebe. O que ele tem pra lhe dar são coisas que você não quer aceitar.
Você não quer só passear, quer olhar e sentir com a alma o ambiente e as pessoas que lhe cercam.
Você não quer só namorar, quer amar e viver uma linda história de amor como naqueles contos de fadas que você tem vergonha de admitir em público que sonha.
Você não quer só se divertir, quer ser feliz.
Você sabe que da mesma maneira que o adolescente tem vergonha de fazer, sentir e acreditar em coisas de quando era criança, quando se torna um adulto, também tem vergonha de agor como um adolescente. E tem medo que esse dia chegue da mesma forma que sua infância se foi.
Você quer ser criança de novo pra se sentir ainda mais alheio ao mundo. Mas gosta da sua adolescência e não quer perdê-la. Você até quer ser adulto, ser totalmente independente, ter a sua tão sonhada liberdade.
Mas você tem medo de se deixar corromper, de permitir a morte dos seus sonhos. Até mesmo porque os adultos são teoricamente livres, pois estão presos, acorrentados ao mundo. E não é essa a liberdade que você quer. Você tem medo de ser como eles, de se tornar também um hipócrita, um acomodado a mercê do acaso e que não faz nenhuma diferença. Tem medo que seus sentimentos morram e que você não consiga fazer o que tanto deseja.
Você, então, cria muralhas ao seu redor, mas aos poucos, a hipocrisia, a injustiça, a crueldade, a inércia começam a corroê-las e quando você percebe, já está fazendo parte daquele mesmo mundo que você odiava. Você desacredita no amor e nas coisas boas do mundo. Os seus sonhos e ideais, nenhum você conseguiu alcançar; mas não porque não eram possíveis, e sim por desistir da luta. Você teve medo, foi covarde e, por isso, aceitou, se acomodou e cedeu ao mundinho como todos os outros que um dia foram como você. Eles tinham os mesmo ideais que você, os mesmos sentimentos, mas deixaram esvair o que existia de mais bonito, espontâneo e sincero neles.
Você passa a ignorar seus sonhos e julgá-los ridículos e sem fundamento. Eles viram pano de chão, que você pisa e esmaga com crueldade. Sem saber que com eles você também é enterrado. Eles morrem e apodrecem dentro de você, e você se torna amargo e vazio.
Quando se é adolescente, não se satisfaz com migalhas. Você quer sempre mais. Você vive em busca do seu "eu". Quer o mundo todo, mas não só pra você: quer o mundo todo para todos.
Mas crescido e maduro, você passa a viver de aparências, com máscaras e disfarces. E quando você pára um segundo e olha para si sem a máscara espessa, sente muita vergonha e agora tem até medo de voltar. É aí que você percebe que é um adulto: você quer ser ingênuo e chorar como uma criança, ser rebelde e corajoso como um adolescente, mas não pode, pois é um adulto e deve agir como tal.

Cecília Costa Cabral
2° semestre/2002


Pedro,

Eis neste texto os pensamentos, as angústias e as decepções de uma garota de 14 anos. Algumas coisas permanecem, mas muitas mudaram. O texto é infantil e equivocado devido ao seu radicalismo.
Eu destruí os adultos e o seu mundo. Faltou-me perspicácia, ponderação e Machado. Amadureci (claro que é um processo em constante evolução). Ter jogo de cintura é preciso, e isso não é necessariamente hipocrisia. Além de que é preciso encarar e modificar o que julgo errado, ao invés de me fechar e me privar também das coisas boas.
Você recebe pedras todos os dias, mas tem a capacidade de escolher o que vai construir: um muro ou uma ponte. Optei por várias pontes.
É isso, transcrevi essas palavras repetitivas e sem estilo mais para registro e atender seu pedido que por mérito. Apesar de tê-lo apreciado muito na época. Sei até o que você vai dizer: "Cada obra pertence ao seu tempo". E eu direi: "Sim, e o meu julgamento também."

Céci
06/08/05 - sáb - 00:19


quarta-feira, 3 de março de 2010

Resposta a Selmy Menezes de Sousa

Selmy, irmã caçula de Bernardo possui um blog. Recentemente escreveu sobre a importância de se resgatar a emoção das primeiras vezes. Para ler mais, clique aqui.

Estive pensando sobre isso e acredito que seja em busca por essas primeiras emoções que eu estou publicando nossos textos antigos e contando aos poucos aqui a história do nosso namoro. Mas ao mesmo tempo, se ficarmos presos às primeiras emoções, acho que não avançamos. "Ninguém se banha duas vezes no mesmo rio, nem ama duas vezes a mesma pessoa" ou algo parecido... Pois mudamos. Imagino que seja difícil fazer a manutenção dessa emoção em casamentos de décadas de vida. Não acho também que seja com os olhos voltados pro passado que podemos fazê-lo, senão amaremos o que o outro foi, mas o outro muda sempre. É preciso amar o que ele é no presente. É preciso tentar renovar a emoção de outra maneira. Talvez fazendo um curso juntos, viajando ou saltando de pára-quedas lol...

Beijo, cunhada!

O Pólen da Vida

Quando começamos nossa amizade, Pedro e eu, eu não sabia que ele era evangélico. E levamos um certo tempo a tocar nesse assunto, afinal, política e religião não se discute. Não nas primeiras conversas com alguém, à priori. Tínhamos o hábito de mostrar nossos escritos antigos, recentes, escritos diretamente um pro outro ou não. Quando certa vez, no meio de alguns de seus textos, encontramos "O polém da vida"...

- Ah, desse você não vai gostar... Disse Pedro.

- Deixa eu ler primeiro, depois eu te digo.

- Mas... você não vai entender.

Ali ele tinha me ofendido! Resignei-me. E decidi não insistir, mas também não ler mais nada aquela noite. Eu estava realmente magoada. Se tem algo que pode me ofender é subestimar minha inteligência. Mas depois deixei pra lá. Vim a ler esse texto meses depois apenas, quando já estávamos namorando e Pedro viu em mim alguém em busca do evangelho. Alguém com sede de conhecer Deus. Bom, antes ele não poderia saber. É verdade que nem todos entendem. Acostumada a viver intensamente na igreja, com meus irmãos em Cristo, não tinha ainda realmente tido a oportunidade de conversar com alguém que não divide comigo a ciência do Amor de Deus. É triste. É frustrante. Principalmente ver alguém debochar do que é a base da sua vida. Agora eu entendo o receio de Pedro e sua hesitação em me mostrar seu texto. Mas admiro hoje a coragem que ele adquiriu de adimitir sua fé e se apresentar como um servo do Deus de Abraão, Isaque e Jacó.

Eis o texto :

"Uma abelha voa, plácida e metódica, de flor em flor, colhendo néctar. O produto dos seus esforços será convertido em sustento para toda sua raça. Durante seu labor, ela se suja de pólen, como um ferreiro de fuligem. Ossos do ofício. Ela certamente não imagina que está a ajudar a planta a fecundar-se, fechando seu ciclo de vida.

Assim é o crente em Jesus. Ele sai do seio de sua família para sua azáfama diária, pelo mundo arredio, pelas entranhas de uma sociedade incrédula, colhendo, laboriosamente, o sustento, seu e dos seus. Ao mesmo tempo, ele leva consigo a luz que recebeu do Pai, espalhando-a de flor em flor, fecundando a planta, criação de Deus. E o Evangelho se multiplica, se espalha por todo o campo.

O homem crente, se não for chamado, especificamente, para isso, não precisa abandonar tudo e todos, que ele ama e que o amam, para cumprir a ordem de Cristo, "ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura". Ele pode espalhar o benefício da salvação por entre os que o cercam, por entre os que cruzam seu caminho todos os dias. Sem sair do seu plano de vôo diário por mel. Ele pode colher seu sustendo da criação de Deus, a planta, e levar vida de flor em flor, sem sair do seu percurso. Afinal, não há uma única abelha. Há milhões delas. Há milhões de crentes, indo e voltando, todos os dias, entre o lar, o trabalho e a escola, num movimento contínuo de migração pendular. Basta que sejamos fiéis, íntegros, íntimos de Deus, que quer ser um amigo íntimo. Que quer se aproximar, mas nem sempre é recebido. Quando é, enche de virtude o crente, o invólucro do Espírito-Santo na Terra. E o pólen da vida é espalhado, naturalmente, acompanhando o movimento natural do dia-a-dia.

Entretanto, um homem pode ser chamado para desafiar sua própria natureza. Para atender a um clamor em terras longínquas. Um clamor por vida, também, mas vindo de lábios muito mais sedentos. Vindo de campos onde não há abelhas, borboletas, vento, ou nada que espalhe o pólen divino, a remição dos pecados. Esse homem mostra a virtuosa bravura que nem ele mesmo supunha ter. Levanta-se, começa a andar, na direção que o Senhor lhe mostra, atravessando montanhas, desertos, oceanos, fronteiras de toda ordem, até alcançar a seara. Essas são fronteiras geográficas. Muitas vezes, cruzadas no silêncio do interior de um avião. Há fronteiras mais dolorosas. Há incredulidade, preconceito, perseguição, morte. Essa dói menos. Alguns chamam até de bênção. Pode até ser, para os que vão se encontrar com Deus. Mas para os que ficam, é tristeza. Quantas pessoas desejaram, mergulhadas num caudaloso e amargo pranto, que seus amados não tivessem se transformado em mártires, com seu momento mais belo empalhado na memória? Quantas lágrimas foram derramadas? Se pudéssemos colhê-las, todas, quanta água salgada daria? E se as multiplicássemos pelo sofrimento profundo e agudo que elas representam, quantos dilúvios teríamos?

Essas perguntas lúgubres parecem não atravessar a mente dos escolhidos do Senhor. Eles emanam a mais buliçosa alegria, agradecem a tarefa e começam a realizá-la. Deus nos abençoe. E que, assim, possamos dividir com esses heróis o néctar nosso de cada dia."


Pedro Bernardo – maio de 2005.


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