"Deixai vir a mim as criancinhas"

Sempre gostei de criança. Me encanto com seus olhos brilhando ao descobrir o mundo, com suas palavras sem melindres, com a pureza do bebê. Gostaria de um dia poder ver o mundo como uma criança, pela primeira vez, sem entender nada. Algumas vezes nos sentimos um pouco assim, pagando micos por aqui. Mas imagino que como será quando formos pra China. Balbuciar palavras, descobrir novos sons que somos capazes de produzir, aprender a comer, nos educar pra viver em sociedade.
Por enquanto, me contento em ver a surpresa em olhos alheios. Desde outubro do ano passado, ainda com o francês manco, comecei a cuidar de Hugo, que na época tinha 10 anos. Sua mãe é psicóloga, muito legal comigo e Pedro e já nos ajudou muito. Hugo é um garotinho ativo, falante, esperto e, algumas vezes, desobediente. Brincamos muito de trotinete, futebol, banco imobiliário e, de vez em quando, xadrez (mas ele não gosta de perder...). Vejam o garoto iniciando seus estudos de piano.


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Quando o casal amigo da Igreja Jean-Anaël e Emilie decidem passear um pouco a dois, eles nos convidam pra cuidar do bebê Nathan. Vamos Pedro e eu, mas quem o coloca pra dormir sou eu. Constumamos jantar lá, brincamos com o pequeno e quando ele dorme vamos ver um filme ou jogar xadrez. Nathan tem 16 meses, uns dentinhos nascendo, um vocabulário limitado, mas cheio de sons e muita simpatia, cheio de sorrisos para todos. ô vontade de apertar essa bochechas, mãe! Ah... como gosto de bebês...

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Certa vez cuidei de uma menininha, Agathe, de três aninhos. Uma graça, cheia de palavras e idéias. Sábado vou cuidar dela novamente. Assim, vou curtindo os filhos dos outros enquanto não devo ter os meus. E mais as crianças na Igreja, e são muitas, graças a Deus. Sou muito feliz entre elas. E com o baby-sitting aproveito pra ganhar uma graninha, que é preciso, né?
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