Tio Julião em Recife!


Ele veio de Vitória só para conhecer Cecília. Então, ele aproveitou para divulgar seu site, cantar com os "Cantores de Vitória", pela manhã na Capunga, e à noite na Emanuel Boa Viagem, igreja de onde vem o baixista do casamento, Émerson. Veja como tudo está conectado, de alguma forma.

O coro masculino de Tio Julião é muito competente, mas também bastante estressado; da galeria dava para acompanhar a briga de foice que o regente, Ministro Rosa, travava com coristas que dormiam no ponto. Confesso que me emocionei. Não com a briga, mas com a música sobre os passos de Jesus em direção à cruz. Muito tocante.

No final do culto, após a bênção apostólica, em meio a toda cerimoniosidade capunguense, Tio Julião e seus colegas cantaram um trecho do Hino Nacional Brasileiro (não, não estava no programa). Em certo momento do hino, os pastores se levantaram em sinal de respeito, e a congregação os seguiu. O arranjo era muito interessante; ele ligava o hino nacional ao hino "Nossa Pátria para Cristo", paródia daquele que diz "ou ficar a pátria livre ou morrer pelo Brasil". No final, a bandeira do Brasil foi erguida por dois coristas ao fundo, e houve um esboço de aplauso ecoando no ar silencioso e frio do tempo. As mãos do Pastor Ney indicaram que nos sentássemos de novo, e houve silêncio.

Obviamente, foi algum caro visitante desavisado que desencadeou o início de aplauso. Quero deixar claro que não há sombra de ironia naquele "caro". Eu sei que o visitante, via de regra, não tem culpa do processo que tem transformado cultos em shows. Pelo menos, não diretamente.

Planejamos boa música para o casamento. Tudo em louvor de Deus, apenas. Se alguém tem que aplaudir, será Ele, através das bênção que derramar sobre a família que vai nos dar.

Amém.

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