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domingo, 4 de maio de 2008

Tio Julião em Recife!


Ele veio de Vitória só para conhecer Cecília. Então, ele aproveitou para divulgar seu site, cantar com os "Cantores de Vitória", pela manhã na Capunga, e à noite na Emanuel Boa Viagem, igreja de onde vem o baixista do casamento, Émerson. Veja como tudo está conectado, de alguma forma.

O coro masculino de Tio Julião é muito competente, mas também bastante estressado; da galeria dava para acompanhar a briga de foice que o regente, Ministro Rosa, travava com coristas que dormiam no ponto. Confesso que me emocionei. Não com a briga, mas com a música sobre os passos de Jesus em direção à cruz. Muito tocante.

No final do culto, após a bênção apostólica, em meio a toda cerimoniosidade capunguense, Tio Julião e seus colegas cantaram um trecho do Hino Nacional Brasileiro (não, não estava no programa). Em certo momento do hino, os pastores se levantaram em sinal de respeito, e a congregação os seguiu. O arranjo era muito interessante; ele ligava o hino nacional ao hino "Nossa Pátria para Cristo", paródia daquele que diz "ou ficar a pátria livre ou morrer pelo Brasil". No final, a bandeira do Brasil foi erguida por dois coristas ao fundo, e houve um esboço de aplauso ecoando no ar silencioso e frio do tempo. As mãos do Pastor Ney indicaram que nos sentássemos de novo, e houve silêncio.

Obviamente, foi algum caro visitante desavisado que desencadeou o início de aplauso. Quero deixar claro que não há sombra de ironia naquele "caro". Eu sei que o visitante, via de regra, não tem culpa do processo que tem transformado cultos em shows. Pelo menos, não diretamente.

Planejamos boa música para o casamento. Tudo em louvor de Deus, apenas. Se alguém tem que aplaudir, será Ele, através das bênção que derramar sobre a família que vai nos dar.

Amém.

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