O Batismo de Cecília

Estamos em festa! Depois de 2 anos freqüentando a Igreja Batista da Capunga, nossa amada igreja, Cecília, sob profissão de fé, em nome do Deus pai, do seu filho, Jesus, e do Espírito Santo, foi batizada pelo pastor Ney Ladeia. Aconteceu no último domingo, dia 20, dia seguinte ao aniversário dela, da Capunga, e do Dia do Índio (?). Pois é; Dia do Índio também. Não podemos esquecer.

A história de Cecília com o Evangelho é bastante particular. Parafraseando um certo Papa, existe salvação fora da Igreja Batista? Claro que sim, caros irmãos! Duvido que alguém duvide. Mas, quando enfocamos um pouco mais a provocação, criamos dúvidas em alguns; existe salvação dentro da Igreja Católica, onde existem centenas de supostos mediadores entre Deus e nós? Alguns irmãos mais chatos vão dizer que não, mas um mínimo de bíblia resolve a questão. Naturalmente, quem salva é Jesus, e não a Igreja. Além disso, a Igreja de Cristo é composta por todos nós, que o tomamos como salvador e senhor, um dia. Independente da cultura, família, nação ou igreja em que nascemos e crescemos. Portanto, onde houver uma Bíblia, há também a chance de alguém se converter. O rei Josias, quando ouviu as palavras do Livro da Lei, rasgou suas vestes, em sinal de humildade e temor, tendo percebido, somente pelas palavras do livro, como ele e seu povo desagradaram a Deus (2 Reis, 22:11).

Cecília conta como era fiel e estudiosa na igreja de seus pais, e como questionava as doutrinas. Seu testemunho sobre o fervor que nutria pela busca por um contato mais íntimo com Deus é tocante. Era uma criança que levava tudo muito à sério, mais do que muitos adultos que eu conheço. Há quem diga que ela já nasceu velha. Um certo homem sábio que conheço diz que velho é aquele que desaprendeu a mudar. Não é a idade que conta.

Cecília, um dia, mudou. Um dia, ela se viu diante de um mundo de vertentes possíveis, para serem conhecidas, visitadas, estudadas. Ao meu lado, me mostrou como um verdadeiro batista tem que se comportar. Ela não era da minha igreja, e tinha dons espirituais muito mais bem desenvolvidos que os meus, mancos e esquecidos. Parece que Deus me queria de volta, no meu lugar. E Cecília foi a pessoa que ele escolheu, fora da minha igreja, porque se fosse alguém de dentro não ia dar tão certo, para me trazer de volta.

Muitos meses depois, seu lindo batismo, no santuário em que vamos nos casar.







Nos bastidores...





Após o batismo



Três gerações: recém batizados



O momento da homenagem











Flagrante: Alice na cadeira do pastor!



Momento: observe o reflexo da garotinha



Depois do culto, os cumprimentos. Qual delas vai casar primeiro?



Ironicamente, Cecília se torna membro da Capunga antes de mim; minha carta ficou encalhada em algum lugar. Acho que eu vou pedir aclamação...
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