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sexta-feira, 25 de abril de 2008

O Batismo de Cecília

Estamos em festa! Depois de 2 anos freqüentando a Igreja Batista da Capunga, nossa amada igreja, Cecília, sob profissão de fé, em nome do Deus pai, do seu filho, Jesus, e do Espírito Santo, foi batizada pelo pastor Ney Ladeia. Aconteceu no último domingo, dia 20, dia seguinte ao aniversário dela, da Capunga, e do Dia do Índio (?). Pois é; Dia do Índio também. Não podemos esquecer.

A história de Cecília com o Evangelho é bastante particular. Parafraseando um certo Papa, existe salvação fora da Igreja Batista? Claro que sim, caros irmãos! Duvido que alguém duvide. Mas, quando enfocamos um pouco mais a provocação, criamos dúvidas em alguns; existe salvação dentro da Igreja Católica, onde existem centenas de supostos mediadores entre Deus e nós? Alguns irmãos mais chatos vão dizer que não, mas um mínimo de bíblia resolve a questão. Naturalmente, quem salva é Jesus, e não a Igreja. Além disso, a Igreja de Cristo é composta por todos nós, que o tomamos como salvador e senhor, um dia. Independente da cultura, família, nação ou igreja em que nascemos e crescemos. Portanto, onde houver uma Bíblia, há também a chance de alguém se converter. O rei Josias, quando ouviu as palavras do Livro da Lei, rasgou suas vestes, em sinal de humildade e temor, tendo percebido, somente pelas palavras do livro, como ele e seu povo desagradaram a Deus (2 Reis, 22:11).

Cecília conta como era fiel e estudiosa na igreja de seus pais, e como questionava as doutrinas. Seu testemunho sobre o fervor que nutria pela busca por um contato mais íntimo com Deus é tocante. Era uma criança que levava tudo muito à sério, mais do que muitos adultos que eu conheço. Há quem diga que ela já nasceu velha. Um certo homem sábio que conheço diz que velho é aquele que desaprendeu a mudar. Não é a idade que conta.

Cecília, um dia, mudou. Um dia, ela se viu diante de um mundo de vertentes possíveis, para serem conhecidas, visitadas, estudadas. Ao meu lado, me mostrou como um verdadeiro batista tem que se comportar. Ela não era da minha igreja, e tinha dons espirituais muito mais bem desenvolvidos que os meus, mancos e esquecidos. Parece que Deus me queria de volta, no meu lugar. E Cecília foi a pessoa que ele escolheu, fora da minha igreja, porque se fosse alguém de dentro não ia dar tão certo, para me trazer de volta.

Muitos meses depois, seu lindo batismo, no santuário em que vamos nos casar.







Nos bastidores...





Após o batismo



Três gerações: recém batizados



O momento da homenagem











Flagrante: Alice na cadeira do pastor!



Momento: observe o reflexo da garotinha



Depois do culto, os cumprimentos. Qual delas vai casar primeiro?



Ironicamente, Cecília se torna membro da Capunga antes de mim; minha carta ficou encalhada em algum lugar. Acho que eu vou pedir aclamação...

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Não deixe de olhar para a Lua

Eu estava me preparando para sair da casa de Cecília, céu de fim de tarde já escuro, preparando a moto, quando a Lua lhe chamou a atenção. Eu estava sob um telhado, que me cobria o pensamento de pressa. Os quadros que o céu pinta geralmente eliminam minha pressa. Mas eu estava seguro embaixo daquelas telhas de alumínio.
Cecília se afastou de mim, na direção do céu aberto, enquanto dizia:

- Olha a Lua!

Lembrei de como a Lua fica bela quando vai enchendo. Deixei a moto e ganhei alguns segundos a mais ao lado de minha noiva, olhando para o céu.

Depois, indo para casa, numa rua chamada Jangadeiro, várias motos me ultrapassaram, com pressa. Não sei qual delas vi cair, com estrondo, a poucos trinta ou quarenta metros à minha frente. Diminuí imediatamente, e acompanhei os gritos enfurecidos de um avó cujo neto jazia deitado no asfalto, diante da moto amassada.

Ele queria vingança mais do que socorro. A criança não dizia nada.

Parei, olhei, pensei, continuei ouvindo os gritos. Quase que podia ouvir também os mls a mais de adrenalina sendo lançados no meu sangue a cada momento. Era grave? Havia sangue? Resolvi telefonar. Um, nove, zero, e assim que comecei a falar, percebi quanta adrenalina já dançava alvoroçada na minha corrente sangüínea; era um falar truncado, com muitas repetições e nenhuma pausa. Pouca informação e muito volume. Falava tão alto que o som devia estar distorcido; a moça do outro lado não entendia muito. Depois de muita briga, entendeu o bastante, e disse que os bombeiros ligariam para mim, que eu mantivesse a linha desocupada.

Agradeci, desliguei e pensei:

- Eu não disse meu número. Serviço eficiente; sem perguntas inúteis, identificação de chamada, rua Jangadeiro, é isso mesmo... Todo mundo está ligando!

Todo mundo estava ligando. Havia dezenas de pessoas em volta do acidente, e todos estavam com um telefone colado à orelha. Nesse ponto, me senti inútil.

O congestionamento começou a se desfazer, depois que desistiram de esperar a ambulância e retiraram o que sobrou do menino e da moto do meio da rua. Vi de longe que o garoto estava vivo e consciente. Devia ter seus 7 anos. Continuei preocupado, mas a partir daí, mais comigo. O condutor da moto afirmava inocência, que o moleque se desprendeu do avó para atravessar com pressa de criança a rua, que "o velho queria me agredir..." e o transito parou por completo. Fiquei a pensar na ambulância, que não tinha livres senão vias aéreas para chegar. Só de helicóptero. Todos querem olhar. Ninguém lembra que quem pode ajudar costuma chegar pela rua, e precisa de passagem.

Mas é verdade que o transito foi fluindo, devagar, todos olhando enquanto passavam, e eu decidi que não havia nada que eu poderia fazer para ajudar ali.

Quis ir para casa.

No caminho, andando mais devagar do que costumo, lembrei da Lua, que Cecília aprecia tanto, que devia estar olhando para mim naquele momento. Eu não posso olhar enquanto piloto, mas estava pensando nela. Calculando o acidente, pensei que poderia ter sido comigo. O arranhão no braço daquele rapaz poderia latejar no meu. Os brados daquele senhor poderiam ser na minha direção. O medo e a dor daquela criança poderiam ser culpa minha. Culpa que eu dividiria com prazer com aquele avó.

Bastava que eu tivesse saído quinze ou vinte segundos mais cedo. Bastava que eu não tivesse olhado a Lua.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Problemas para postar?

Para aqueles que estão experimentando dificuldades em postar comentários, experimentem a opção "Anônimo", logo acima de "Publicar Comentário". Nesse caso, assine no corpo da mensagem, para que saibamos de quem se trata.

Se você tiver uma conta gmail, basta entrar no blog já conectado à sua conta gmail, numa outra aba do navegador, por exemplo, e o blogger vai interpretar que você é você, embora ainda lhe dê a opção de mentir. Boa sorte da próxima vez!

domingo, 6 de abril de 2008

Localização da Igreja

Pessoal, quem quiser conhecer a igreja com antecedência, clique aqui, e veja se não é fácil chegar lá.

Nós costumamos participar da Escola Bíblica Dominical, que começa às 9 hs, na classe em inglês do Prof Juba. Meus alunos de inglês ficam convidados, claro. Não se assustem: Juba não fala em inglês o tempo todo, não. Podem ir; vocês não vão se arrepender!

Quem preferir o nosso bom português, sugerimos a turma do prof Admes. Abordagem histórica e muito bem humorada.

Na saúde ou na doença...

No começo da semana passada, senti febre. Pensei que fosse mais uma daquelas viroses recifenses, mas ela piorou, e insistiu. Alguém disse que poderia ser dengue. Depois, alguém disse que não poderia ser dengue, porque não havia manchas na minha pele.

No dia seguinte, elas apareceram.

Pois é. Considerei-me com dengue. Eu sabia que deveria repousar, mas o domingo estava chegando, e do sábado pro domingo eu costumo dormir mais. Por isso, não deixei de trabalhar. "Não é contagioso", dizia para os alunos, "a menos que haja um aedes aegipty voando por aqui..."

No sábado pela manhã, não posso dizer que estava me sentindo saudável como um cavalo, mas insisti em ir trabalhar. Cecília também não estava se sentindo muito bem. E ela também achou que poderia ir trabalhar. Nos separamos para dar aulas em escolas diferentes, e quando nos vimos de novo, Cecília estava cobertas de bolinhas vermelhas, um ar cansado, e se queixava de coceira, dor de cabeça, um aperreio.

Queria levá-la para casa, mas na moto, teria sido outro problema. Então, o pai dela acabou tendo que cruzar a zona sul inteira para levá-la ao hospital. Eu fiquei dando aula.

Depois da aula, por telefone, soube que poderia ser rubéola. Rubéola! O que é isso?! Que nome horrível! Na minha ignorância, memorizei a palavra "rubéola" ao lado de ébola, cólera, malária, e outras coisas de por pra correr.

Rubéola sim, é contagiosa. E agora? Vocês que tiveram aula com a gente nos últimos 5 dias, corram para o seu médico, façam seus exames, e verifiquem sua carteirinha de vacinação. Se você já tiver tido a doença, não se apavore: ela só ataca uma vez na vida.

Coberto dessas bolinhas, resolvi ler a respeito delas. Acabei me deparando com enormes diferença entre as doenças. O que encontrei de mais assustador, foi a descrição da ébola, que, aliás, eu sempre chamei de "ebola". Parece-me que o vírus liquefaz sua vítima por dentro. Lendo aquela sinopse de Resident Evil, dei graças a Deus por estar com rubéola.

A semelhança entre rubéola e ébola é que ambas só infectam uma vez na vida. Rubéola porque o corpo aprende permanentemente a se defender dela; e ébola porque ele não tem a chance de se infectar de novo.


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