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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Curtindo a neve e as montanhas da Suíça

Olá amigos!



Saímos de Clermont-Ferrand, no coração da França, no dia 20 de dezembro de bicicleta em direção de Tramelan, pequena cidade na Suíça. Enfrentamos vários desafios. E fomos ultrapassando cada um deles com a ajuda clara de nosso Senhor.

Seriam 400 km até chegarmos na casa de nossos amigos Marcel e sua família. Mas após 300 km percorridos em 6 dias e dores nas pernas, decidimos que nossa aventura terminaria por ali, na cidade de Lons Le Saunier, e pegamos um trem.

Na noite do dia 26 Marcel e sua família foram nos buscar na estação de trem. E descobrimos que nossa aventura não tinha acabado ao entrarmos no trem. Ela estava simplesmente mudando de aspecto. Estamos nesse momento curtindo o frio de -14, -5 da Suíça, a neve constante, os Alpes imponentes, o fondue, o chocolate, os lagos, patinação no gelo, e o carinho da família Leiber (Marcel, Diamantine, Louana, Yaëlle e Joe) e Meylan (Rosa, Roland, Ricardo, Cindy, Mathias, Helena e em breve Thierry).

Estamos conhecendo o mundo juntos. Estamos vendo maravilhas e vivendo momentos incríveis. Estamos muito felizes e cada vez mais unidos. E o Senhor nos acompanha de perto.



Voltamos para casa dia 5 de janeiro. E então escreveremos com mais detalhes (que são muitos) e enviaremos fotos. Muito obrigados pelas orações. A mão de Deus esteve sobre nós em cada dia.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Orage!

"Orage" sera' o nome da nossa viagem para a Suiça. Partimos amanha, às 8 horas, 15 minutos antes do nascer-do-sol.

Estaremos incomunicaveis pelos proximos 4 ou 5 dias.

Abraços e beijos para todos.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Cura

Olá pessoal,
essa é apenas uma curta postagem para informar aos queridos amigos que minha mão está ótima. Tirei o gesso segunda-feira. O médico disse que não precisa nem de fisioterapia e que já posso andar de bicicleta :) É isso o que estou fazendo nas horas livres: curtindo minha bicicleta nova, enfim!

Beijo e obrigada pelas orações.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Silêncio

Caros leitores, queiram nos perdoar a ausência prolongada. Neste período de fim de semestre, os trabalhos a entregar e as provas a enfrentar são bem numerosos. Além disso, estamos preparando a viagem para a Suíça, que nos custa um bocado de esforço, em vários aspectos. Acima de tudo, do lado administrativo, com todo o planejamento. Será uma viagem excepcional, e nós garantimos postagens notáveis na volta.

Ficamos obrigados pelas orações. Elas estão dando certo.

:)

Nossos cumprimentos para todos.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Neve!

Após uma longa e relaxante noite de sono, Cecília abriu a cortina da sua grande janela, que se debruça curiosa sobre a cidade de Clermont. Uma surpresa se revelava: estava nevando! Cecília ficou histérica e não parava de repetir:

- Tá nevando! Tá nevando! Vem ver, Pedro!!

Bernardo, ainda sonolento, levantou-se, aproximou-se e ficou em silêncio contemplando. "Quando neva fica um grande silêncio", alguém disse. Isso porque não havia Cecília nem uma cafeteira do tempo de vovó por perto...

Um momento lindo. "A cidade parecia feita de giz"* Sentimos a agradável sensação de ver mais uma faceta da obra de Deus de perto. Há quem passe a vida à espera de um grande milagre e muitos se decepcionam com Deus por não presenciar tal momento. A verdade é que o Sennhor nos colocou ao alcance da vista um verdadeiro ciclo de milagres. Cada lei física que rege esse mundo que conhecemos é um legítimo milagre do Criador. Nós nos habituamos a viver rodeados por eles, por isso a dificuldade em reconhecê-los como tal. Não é preciso ir muito longe pra ver agir a mão poderosa do nosso grande Pai.

Fiquem com Deus e não se esqueçam de olhar o céu.




O barulho estranho é a cafeteira.


* Da crônica "A arte de ser feliz", de Cecília Meireles

domingo, 16 de novembro de 2008

Você sabe o que vai acontecer na póxima meia hora?

De Clermont-Ferrand


Cecília aproveita com cuidado e carinho, cheia de uma satisfação irradiante, o caça espacial que nos é tão querido. Ela vai trabalhar na hora do almoço, pedala 15 minutos de ida, 15 de volta, prende o veículo numa barra de ferro, ao lado de umas 5 bicicletas velhas, e sobe para encontrar o marido. Bernardo a espera com o almoço a caminho, cheirando à pronto. Algumas horas de conversa, projetos, detalhes, e la se vai a moça, mais uma vez, ao trabalho oleoso e pesado do Apero'Max. A despedida planta saudade em Bernardo. Então, prevendo o incômodo, ele decide levá-la. Dois numa bicicleta, em Clermont-Ferrand, devem ser brasileiros.

No elevador, no pátio, na recepção, sorrisos e uma sensação de benção comum bem aproveitada. No estacionamento, o cadeado violado.

Cecília repete que foi ali mesmo que ela tinha prendido a bicicleta. - Nossa bicicleta... - ela repetia com um tom perdido, de desespero e revolta. Bernardo controla um ódio nascente destruidor, que só viria piorar as coisas, e diz com tranqüilidade que está tudo bem. Vamos andando. Caminhamos meia hora, sob a sombra da sensação de perda, com a memória fresca; eram 15 minutos de bicicleta. A conversa demorou algumas esquinas para começar a acontecer. Uma angústia de quem não sabe o que pensar, um silêncio solene, como se alguém tivesse morrido.

Mas ninguém tinha morrido. Era preciso orar pelo ladrão. Orar pelo ladrão? Que coisa...

Depois de chegar em casa, Bernardo olha o cadeado inútil, o quarto vazio, e simplesmente não o suporta. Sai para perambular em volta do prédio, olhando a rua, as pessoas que passam, as bicicletas que não foram roubadas. Todo mundo era suspeito agora. Vai buscar Cecília no trabalho com antecedência. Fica à 6° C durante uma hora esperando, ouvindo as perguntas bobas de A.J. no telefone, como se conversasse com ele.

De volta para casa, oram para que Deus alcance o coração perdido do ladrão. Divagam sobre ele. Seria um profissional, ganhando a vida com isso? Seria um adolescente delinqüente? Conversamos sobre o futuro. Sobre a segunda bicicleta, que seria, então, a primeira.

Pedro Bernardo escreve para Pierre Bernard:

- Bernard, roubaram minha bicicleta. Você acha que eu devo ir a polícia? Será que eu tenho alguma chance de recuperá-la?
- Isso, vá à polícia, atrás do Centre Jaude, fazer o B.O. Estava no seguro? Eu sinto muito.

Não estava no seguro. Não esperavam isso da França, depois de culpar o Brasil em silêncio por toda a violência do mundo. São declarações preconceituosas do coração, que a cabeça recusa afirmar. E assim, os preconceitos vão se quebrando. É o mundo que é violento.

Assim, o sol se põe na terça-feira 11 de novembro.

No dia seguinte, Bernardo acorda cedo, se diz que hoje é um grande dia e vai à delegacia. Está antes das oito diante da porta que se abre às nove. O delegado é muito simpático, mas não faz mais que seu trabalho. Bicicleta roubada, horário, quem constatou o roubo, etc. O caça espacial se transforma em simples bicicleta roubada.

Depois, Bernardo entrevista franceses na rua, sobre como eles aprendem inglês, há quanto tempo, tudo no intuito de oferecer aulas particulares a domicílio. Alguns são bem simpáticos, outros frios como o inverno deles, e uns poucos interessados. A primeira aula demonstrativa marcada e eis que é de fato um grande dia. As enquetes dão mais frutos que os cartazes. Quando ele chega em casa, Cecília sabe sorrir. O grande dia se desenha mais dentro deles do que fora, mas eles sabem disso e acham bom. Deus também. Pai carinhoso, prepara as bênçãos do caminho, depois da tempestade.

Sexta-feira, Bernard convida Bernardo para fazer compras. Xin, um aluno de inglês, vai com eles. Boa companhia, conversas diversas no supermercado, entre as quais, a bicicleta roubada. - Como era ela? Foi muito cara? Era parecida com essa aqui? - Na entrada, o supermercado ostentava uma mountain bike prateada por 150 pontos do carnê de fidelidade. - Mais ou menos. Era mais alta, mais leve, mas não tinha amortecedor traseiro.

Depois das compras, saindo do supermercado, o coração gigante de um homem às vezes ilegível oferece, sem perguntar:

- Eu compro essa bicicleta para você.

Bernardo se contradiz, dizendo que não tem palavras.

A caminho de casa, empurrando a bicicleta de pneus murchos, ainda atônito, ele lembra que era naquela sexta que eles comprariam a segunda bicicleta, que se transformou na primeira, e que acabara de se retransformar na segunda. Ele liga para Cecília e pede que ela venha em seu encontro. Então, ela experimenta a mesma surpresa que Bernardo tinha acabado de viver. Dias mais tarde, o veículo será batizado: Slave I.

- Vamos às compras!

Bomba de ar, luvas, coletes amarelos de sinalização, um cadeado mais grosso e, finalmente, Rippley, a segunda bicicleta.

Fazendo os primeiros testes com Rippley e Slave I, Cecília encosta a mão, que estava firme no guidom, numa barra de ferro entre a calçada e a rua. Não parece grave, mas uma dor incômoda leva ao hospital, onde eles descobrem que um osso da mão direita está quebrado. Pelo menos, ela é canhota. É preciso ver o lado bom das coisas...

- O quê?! Eu quebrei um osso? Eu nunca tinha quebrado um osso!

De Cecília

De Cecília


No sábado, entram sorrindo no elevador, contando as provações versus as bênçãos, apertam o 6, a porta se fecha, a conversa rola uns momentos, e eles percebem que o elevador não se mexe.

- Pelo menos ainda tem luz. - O lado bom...

O técnico leva uns 30 minutos para chegar. Conversamos com tranqüilidade no nosso metro quadrado, mas a senhora do lado de fora não estava nada tranqüila.

- Fiquem calmos, fiquem calmos!

Ela devia estar do lado ruim...

No dia seguinte, domingo na igreja, eles ganham um hinário novinho com 349 belas músicas, para louvar o Senhor, que está no controle de tudo, em francês.

- É isso que vamos fazer. Haja o que houver.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Eu não casaria com Rebeca


Ouvi falar certa vez de uma teoria que defendia que a sua melhor amiga seria seu par ideal se fosse homem. Sua melhor amiga é uma pessoa altamente confiável, ela te ouve e muitas vezes te entende antes mesmo de você abrir a boca. Vocês sempre se divertem juntas, riem bastante e têm vários pontos em comum.

É verdade que Rebeca é minha melhor amiga. É bem verdade também que ela é altamente confiável, me entende e me faz rir. Mas fica faltando o quesito « pontos em comum », que são escassos... Em sua última carta pra mim, ela disse que a gente só pôde ser amiga quando aprendeu a conviver com as diferenças. E ela estava certa; ela bem que costuma ter razão.

Ela é fria e calma; eu sou passional e estressadinha.

Ela fala baixo, manso e pouco; eu posso ser uma matraca.

Ela não gosta de criança (apesar de amar seus sobrinhos); eu vou ter sete filhos.

Ela é de uma praticidade invejável; eu sou enrolada...


Ela não se preocupa com besteira... nem com coisa importante; eu sou muito ansiosa.

Se ela quer, faz

Se não pode, esquece

Se não falar, ela não responde

Se ela não gostar, ignora

Ô, praticidade...!


E se ela amar... estará sempre presente, como boa amiga que tem sido todos esses anos. É uma honra conhecê-la, pois isso não é pra todos. É pra mim, por algum agradável mistério da vida.

Eu estava lá quando ela se apaixonou pela primeira vez. Eu a vi cair na quadra da escola, jogando futebol. Eu ri com ela, e fiz xixi nas calças, na frente da turma por causa de uma besteira de Marcus (só a gente mesmo...). No meu primeiro show de forró, lá estava ela. Eu a vi no seu primeiro emprego na McDonald's. Eu fiz leite pra ela uma noite em que ela passou mal após uma festa na escola (lembra dessa, Beca?). A gente fez a prova pro CEFET na mesma sala e depois foi comer galeto com Mari, meus pais e Cássia. Ela percebeu o clima entre Pedro e eu antes mesmo de mim e acompanhou de pertinho o início do nosso relacionamento.

E depois foi testemunha no nosso casamento.

Ela já faz parte da família.

Nos meus últimos momentos em Recife, ela não poderia faltar. E num dos raros momentos em que ela chorou, eu estava lá; eu vi; e fui até a culpada!

Que saudade do tempo em que eu ia toda semana pra sua casa e comia todos os doces; em que nunca vinha carro quando a gente ia atravessar a rua; em que a gente jogava perfil e eu sempre perdia porque você já conhecia o jogo; em que a gente conversava até de madrugada e eu pegava no sono deixando você falar sozinha; em que você dizia que ia lá em casa e ligava de última hora dizendo que tava com preguiça (sua fuleira!).

Não diria que conheço tudo dessa garota, aqueles olhos serenos escondem seus mistérios. Mas a conheço o bastante pra imaginar sua reação diante desse texto. Eu até posso vê-la dando uma gargalhada ao terminar de ler e completar com sua voz preguiçosa sobre o título:

- Que bom que você não casaria comigo, amiga; primeiro porque você é uma mulher muito bem casada, e segundo porque eu sou hétero.

Sempre pragmática essa moça...


domingo, 9 de novembro de 2008

Tie Fighter

Depois de um sábado de sol em Clermont-Ferrand, algumas tomadas bem legais com o nosso caça espacial. Quadro de alumínio, câmbio Shimano 21 velocidades, apenas 13 kg. Nada como uma X-Wing, mas é a melhor bicicleta que já tivemos.

sábado, 8 de novembro de 2008

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Teóloga

Milena se superou!

Acabei de ler os textos mais recentes que ela publicou no seu blog, e parece que a moça cresceu mesmo. Ela já dava sinais disso quando tinha passado um ano sozinha em Recife, sob a enxurrada de livros complexos, muitas vezes hereges, sobre Deus. Especulações, divagações, suposições, negações e a piedade solene de um Deus paciente, que abençoa.

Quando estava para se formar, as crises teológicas se somaram à sementes de feridas mais pessoais, se é que o amor desperdiçado é mais pessoal do que a impressão de que, entre invisível e real, Deus prefere sempre ser o invisível.

A falta de fé afasta o homem de Deus muito mais do que a pouca ciência. Mas ela cresceu.

Hoje, eu li com orgulho alguns versos do meu sangue.

Parabéns, Milena.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Oração

Hoje, estamos inaugurando nossa lista de oração, que vai ficar por tempo indeterminado aí ao lado, para os irmãos que quiserem saber nossos motivos de oração mais específicos. Também estamos atentos aos motivos de oração das nossas famílias e amigos.

Quando eu morava em Sorocaba, estava sob o olhar atento de meus pais. Eles oravam bastante por mim.

Hoje, eu não estou mais sob o olhar atento deles, mas eles ainda oram por mim. Além disso, eles ganharam mais um nome para orar, e isso é bom. Eles oram por Cecília também.

Foi ainda sob o olhar deles que eu aprendi a importância da oração. Jether, tendo sido mecânico, explicou uma vez que a oração é como o combustível do crente, que carro nenhum anda sem gasolina, etc. Foi sob o olhar deles que eu chorei o pecado certo e a fé frouxa da adolescência, depois da juventude. Foi sob esse olhar que eu me ajoelhei admitindo que estava perdido, que era tudo orgulho, que eu ia orar.

Eu orei, mas não o bastante. O rumo certo custou a chegar. Quando chegou, no deserto inóspito, no abandono, eu me virei para dentro de mim mesmo e gritei que meu coração é de Deus. Fez eco.

Depois, me voltei para os outros e sussurrei que meu coração é de Deus de novo. Não fez eco, mas todo mundo estava escutando. Então, me voltei para Cecília e prometi, on-line, que iria orar por ela todos os dias dali em diante. Essa era a ordem matrimonial de Deus. "Ore por ela".

Hoje, nós oramos pelo menos 3 vezes ao dia. Lembramos de muita gente. Cada oração é uma pedra na construção de um castelo. Acabamos de começar. Vai levar anos, décadas, mas será um castelo sólido, cuja matéria prima é vinda das mãos de Deus, em cada resposta de oração. São as mesmas mãos de artista oleiro, que faz com carinho seres humanos de barro, frágeis, quebradiços. Mas nada impede que vasos de argila morem em castelos de pedra.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Cecília indo pra batalha

Aqui vai um pequeno vídeo (meio sem pé nem cabeça) em homenagem à mulher que sustenta essa casa.



Bernardo fica cozinhando, lavando louça, lavando roupa...

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Cozinha

De Camembert Pané


Culinária faz parte da cultura. É quase tão importante quanto a língua. Hoje, sexta-feira de folga, estivemos com Christiane a tarde toda, e a comida roubou a cena com maestria. Não que nós sejamos exímios cozinheiros; alguns pratos franceses são bem simples, embora deliciosos. Além disso, nenhum francês se interessa a esconder seus costumes. Eles colocam todas as receitas tradicionalmente francesas na Internet. Ontem, no nosso aniversário de 2 meses de casamento, nós ganhamos uma garrafa de Cabernet-Sauvignon de nosso amigo Wang e de sua namorada Qin, e fizemos o recém aprendido Camembert Pané para jantar. Hoje, foi a mesma receita, e ficou ainda melhor. Estamos ganhando experiência!

Para acompanhar, fizemos batatas sautées. Christiane se ocupou da salada. A mesa ficou assim:

De Camembert Pané


E como sobremesa, um prato bem brasileiro (eu acho): rabanada!

De Camembert Pané


O café no final foi mais prático, porque nossos amigos chineses nos emprestaram essa cafeteira:

De Camembert Pané

De Camembert Pané


Enquanto cozinhamos, sempre trocamos umas palavras das nossas línguas nativas.



Até que ela tem um bom sotaque, não?

De Camembert Pané


Aqui estão mais algumas fotos da nossa mesa (na verdade, não temos mesa ainda).

De Camembert Pané

De Camembert Pané

De Camembert Pané

Essa é pra Valéria! Olha só, eu tô comendo alface!

Bom. Para quem quiser ver o álbum completo, rendez-vous na nossa Galeria Picasa.

domingo, 26 de outubro de 2008

sábado, 25 de outubro de 2008

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Christiane

Pessoal, essa é Christiane, nossa amiga alemã:



E essa é a vista que temos da Boulevard Côte Blatin:



Agora, o que uma coisa tem a ver com a outra, não tenho a menor idéia.

Água no Sertão

A plantinha que Auricéia deu ganhou nova dona, muita água e nova vida.

Veja o antes-e-depois:



É uma bênção!!!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Comida chinesa na França

Hoje, meu dia foi bem interessante. Nós não temos aula na terça, por isso eu fui dormir um pouco tarde ontem, estudando uma maneira prática de editar os vídeos que fazemos nas aulas. Obviamente, acordei tarde. Enquanto comia uma massa com molho de lentilhas deliciosa que Cecília tinha feito, eu desenhava o anúncio novo do nosso curso de inglês.

Ficou massa, hein?!

Depois, saí perambulando pela cidade espalhando o anúncio. Já estou com dois alunos e duas aulas demonstrativas marcadas. Em geral, as aulas demonstrativas fecham bons negócios. Entretanto, minha agenda continua com lacunas demais, e isso não é rentável. Por isso, continuo investindo em publicidade.

Choveu, fez frio, e eu cheguei com fome em uma casa sem mulher. Foi aí que meus amigos chineses completaram o dia. Quando eu pisei no andar, senti o cheiro da comida e o som já familiar do Mandarim vindos da cozinha. Antes mesmo de entrar no quarto, fui até lá pra cumprimentá-los.

No primeiro minuto de conversa, Wang me perguntou se eu já tinha comido. Depois de um "não" sincero e antes de maiores explicações, Qin me ofereceu um prato que me pareceu bastante familiar: arroz e uma panqueca. A panqueca tinha cenoura, para a alegria de Valéria. Fiz questão de comer com os palitinhos.

Agora, estou saindo para buscar Cecília, que está trabalhando.

Abraço na galera!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Nossos amigos chineses

Aqui vão as primeiras imagens dos nossos amigos chineses da Residência Philippe-Lebon.

Eles cozinham muito bem! O cardápio é de dar inveja. Entre os sabores que timidamente provamos, o mais interessante foi um frango com canela frita que provamos hoje. Genial!



Pedimos desculpas pelos dois dias que passamos off-line. A rede do prédio caiu na sexta feita, e o knock-out deve ter sido brabo, porque ela não se levantou mais. Só agora é que estamos de volta.

Abraços pra galera!!!

domingo, 12 de outubro de 2008

Tutorial: como colocar albuns gigantes on line de uma só vez

Depois que deixamos a pré-história da fotografia (a época das fotos de papel), fotografar se tornou uma atividade muito, mas muito barata mesmo. Até o custo da máquina caiu para quase zero (celulares de um real da Claro, por exemplo). Isso significa que só não fotografa quem não quer.

Esse novo cenário no campo da fotografia fica ainda mais impressionante quando acrescentamos o fenômeno da Internet, ingrediente mais versátil que sal; está em todas as receitas de mundo do futuro. E dá mais sabor a tudo.

Mais saboroso do que tirar 400 fotos num mesmo passeio ao parque é ter todas essas fotos on-line, para que qualquer um (incluindo você mesmo) possa ver, em qualquer lugar do mundo. Mundo que, aliás, é do tamanho de um ovo, e se mede em gigabites.

Se você não embarcou nessa ainda, aqui vai um tutorial sobre como administrar suas milhões de fotos de maneira inteligente. A primeira palavra que você não pode esquecer é "Picasa", o mago das fotos, da Google Maravilhas do Futuro SA.

Nenhuma ferramenta é mais poderosa para administrar suas fotos no contexto internético atual.

Para baixar o programa, se você usa Linux Ubuntu, basta lançar a seguinte linha de comando num terminal:

# wget http://dl.google.com/linux/deb/pool/non-free/p/picasa/picasa_2.2.2820-5_i386.deb

E depois, para instalar:

# sudo dpkg -i picasa_2.2.2820-5_i386.deb

Se você ainda é prisioneiro do Rwindows, baixe o programa clicando aqui, e instale.

Como usar, é fácil. Uma vez que você lança o programa, ele começa a vasculhar seu HD em busca de imagens. Ele vai achar todas as suas fotos, entre outras coisas. Quando ele terminar, tudo estará mais ou menos organizado.

À direita, você visualiza todas as fotos em ordem cronológica. Naturalmente, a cronologia depende de idade registrada do arquivo. Se houver uma modificação na foto, é a data da modificação que prevalece, enganando o sistema. Mas isso não atrapalha muito a visualização.

À esquerda, você tem "Albuns" encima e "Pastas" logo abaixo. Navegue um pouco pelas suas fotos e pastas para se acostumar aos movimentos do programa. Comece a pensar no que você gostaria que estivesse on-line, para seus amigos verem.

Se todas as fotos que você quiser publicar estiverem numa mesma pasta, clique com o botão direito na pasta, e escolha a opção "Upload to Web Album". Se o programa estiver em português, deverá ser algo parecido. De qualquer forma, será a penúltima opção.

Se não, você pode criar um álbum clicando no ícone com um caderninho ao lado de um sinal +, à esquerda, acima de "Álbuns", e colocar fotos de várias pastas diferentes dentro dele, arrastando com o mouse. Depois de montar seu álbum, coloque ele "no ar"; clique nele com o botão direito e escolha "Upload to Web Album". É o mesmo processo que você faria com uma pasta.

Então, você verá uma janela para entrar com nome de usuário e senha. Se você tiver uma conta Google, como Gmail ou Orkut, pode usar. Se não, está na hora de criar uma. Clique em "Signe up for Web Albuns", embaixo de "Esqueci minha senha".

Crie sua conta, e volte para o Picasa. Uma vez logado, a opção "Upload to Web Album" abre uma janela com as opções do álbum que você está para criar. Embaixo de "Album Title", escreva o nome do álbum. Em "Upload Setting" (Opções de Up load), escolha a opção mais lenta (maior tamanho), se quiser que seu Web Album funcione como um backup das suas fotos. Isto é, se quiser manter suas fotos num lugar seguro, além do seu HD, para evitar perdas. Isso não torna a navegação dos seus amigos pelo seu álbum mais lenta, porque eles só verão em tamanho grande as fotos que escolherem ampliar. Entretanto, se sua conexão não for das melhores, escolha uma opção mais rápida.

Em "visibility", deixe "public", para que a gente possa ver também. :p

Ter fotos on line não públicas, cujo acesso é limitado pelo dono das fotos, é interessante para gente que não gosta da idéia de ter uma vida muito pública.

Então, clique em "OK", e espere as fotos subirem ao público, uma a uma.

Uma vez terminado o up load, abra um navegador, e digite:

picasaweb.google.com

Se você já estiver logado, vai ver a capa do álbum que acabou de publicar. Clique nele para ver as fotos. Se não estiver logado, nome de usuário e senha, e voilà !

Para mostrar seus álbuns aos seus amigos, passe o endereço:

picasaweb.google.com/seu_nome_de_usuario

Por e-mail, ou no seu blog, ou pelo telefone mesmo. :)

Com esse tutorial, espero que tia Nana, Auricéia, Cássia, Valéria, Tia Selmy, Vovó Selma, entre outras pessoas de quem sentimos saudades, possam colocar suas fotos disponíveis pra gente aqui da Europa, como a gente faz, ou seja, o bolo todo! Todas as fotos! De uma vez! :D

Se você tiver problemas, não se acanhe: poste uma pergunta, que a gente responde.

Abraços calorosos e até a próxima.

sábado, 11 de outubro de 2008

- Hablas espangol, RonalDÔ ? ?

- Não abro nem fecho, cara pálida!

Caros brasileiros, é com pesar e mesmo indignação que venho informar-lhes que nosso amado país tropical bonito por natureza não representa nada para o mundo. Tive a oportunidade de constatar isso aqui na França e imagino que o quadro não é muito diferente nos outros países.

Os franceses conhecem bem o futebol do craque RonalDÔ, as pernas compridas de Gisele Bundchen e o colorido carnaval do RiÔ. O que eles ignoram é que a língua materna das estrelas citadas é o português e que o Rio não é a capital do Brasil.

Essa ignorância custou muito caro a Pedro e a mim. Informados que um certo órgão de Clermont-Ferrand recrutava estudantes estrangeiros para dar aulas nas escolas, caminhamos 40 minutos para nos candidatarmos. Chegando lá, na recepção nos passaram o telefone da pessoa responsável. Telefonamos e fomos encaminhados a um segundo lugar. Andamos mais. Chegamos. Nos apresentamos como brasileiros, estudante de letras, etc, etc... A moça, satisfeita, nos deu um formulário para preenchermos.

- Tem bastante oferta para professor de português nas escolas?
- Português?! Não há nenhuma oferta para português. Nó procuramos professores de espanhol.
- Nó somos brasileiros, senhora. No Brasil não se fala espanhol! Nossa língua materna é o português!
- Bãn... Sinto muito.

Mais de 180 milhões de pessoas falando uma língua e o mundo ignora esse fato! Voltamos pra casa nesse dia, não frustrados pelo emprego não obtido, mas indignados. Ser brasileiro não significa nada nessa terra. A manga por 0,50 €/unidade, o suco de laranja « com laranja brasileira » e o camarão gigante vêem do Brasil. Mas « que país é esse »?

Nossa nacionalidade não nos favorece muito, mas continuamos nossa escalade nesse primeiro mundo que não sabe quem somos, mas nos dará um diploma mais eloquente.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Chip francês!!

Pois é, pessoal... Um mês na frança, já estamos bem alojados e vimos como funciona o sistema aqui. Já fizemos a vistoria no perímetro e a área está limpa. Território muito bem habitável. Quase a cada dia deixamos nossa vidinha aqui ainda mais fácil ou colorida. Panelas, abridor de latas, potes de plástico, lixeirinho e, por que não?, um saca-rolhas. Mais roupas de frio. E mesmo nosso companheiro fiel de estudo e contato com o planeta natal: escalade. (Quem advinha por que demos esse nome ao nosso computador?)

Acabamos de fazer nossa mais nova aquisição: un forfait! Ou simplesmente um chip francês pro nosso celular brasileiro, que é pra ele subir de vida. Pra quem possa interessar e precisar , aí vai o número:

06.46.49.38.24

Mas vale lembrar que é sempre ligeiramente mais barato usar o skype. Tia Nana pode testemunhar a favor. Olha lá hein, mãe...

Explicações vulcanológicas

Para os estudantes de francês, aí está mais um desafio. Transcrevam e traduzam as explicações do senhor vulcanólogo.



Boa sorte!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Aqui estão as fotos do passeio à Vulcania, o parque temático milionário que levou 4 anos para ser construído só para nos dizer que nós estamos sentados num vulcão enorme que pode explodir a qulaquer momento. Mas não se preocupem; a gente só pagou 5 € cada...

http://picasaweb.google.com/bernardodesousa/Vulcania

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Alunos de inglês

Para os super avançados que terminaram todas as 60 e poucas lições que eu deixe, dêem uma olhada nisso:

http://www.effortlessenglish.libsyn.com

Aqui, A.J. Hoges mantem dezenas de podcasts com inglês natural e grátis, com os textos correspondentes. Curtam!

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Caros alunos...

... de francês. Sabemos que estamos em falta com vocês. Aqui vai nossa primeira lição:


video

Celui qui nous envoie la transcription le premier gagne une MaxiGoiabinha.

Bonne chance à vous tous !

domingo, 28 de setembro de 2008

Domingo

Gosto dos domingos. Fez sol, o culto foi relaxante e bonito. As pessoas são muito interessantes na igreja. E elas vêm de toda parte. Conhecemos um russo, um português, um angolano, alguns irlandeses, muitos franceses.

Depois do culto, fomos almoçar na casa de Ivan e Sandra. O casal é muito simpático, e Sandra cozinha muito bem. É no país deles que planejamos trabalhar um pouco para encucar bem a língua inglesa na cabeça. A Irlanda. Ouvi um bocado o inglês deles e me parece muito bonito.

É só um projeto, mas não está sozinho. Temos muitos. Alguém me disse que a união faz a força. Eu acreditei. Foi por isso que casei. Também não estou sozinho.

Para ver as fotos, clique aqui.

Tenha um bom dia.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Bernard

Pierre Bernard é o nome que qualquer estrangeiro que passa por Clermont-Ferrand conhece bem. Esse simpático cavalheiro é o responsável pelo WordTop, uma organização independente que reúne e cuida de todos os estudantes estrangeiros em Clermont. Não há estudante chinês, latino, africano ou de qualquer outro canto do mundo que venha para Clermont e não tome um bom café italiano na cozinha de Bernard.

Domingo passado, nós comemos porc. Nós aqui significa eu, três chineses e um franco-americano. Cecília ficou nas patates frites, que também estavam excelentes. Gostaria de registrar aqui, com licença das mães leitoras, bem como, eventualmente, de donas de casa e cozinheiras que passarem fortuitamente pelo nosso blogue, que foi o melhor porco que eu já experimentei.

A culinária da França é algo a ser descoberto por quem quer que aprecie uma boa refeição.

A proposito, não é verdade que os franceses comem pouco. Eles comem mais devagar, e fazem menos barulho para isso, mas comem bastante, e não abrem mão disso.

Obrigado pelos comentários todos, e até breve, na próxima postagem.

sábado, 20 de setembro de 2008

NOVO VISUAL

Estamos de cara nova. Mudamos de estado civil, de país, e por que não a cara do blogue? Espero que nossos leitores gostem. Estou sabendo que Tia Nana gostou. Aliás, ela foi a primeira a ver. Confiram as declaracões de amor dela na postagem anterior.

Dica, tia: baixe e instale o Skype no seu computador, abra uma conta Skype, depois procure por Cecilia. O nome Skype dela é cecilia.costa.cabral

Assim, você vai poder falar com a gente de vez em quando.
A historia da lavanderia ficou lá atrás, por causa da data em que a gente começou a escrever. Então, sabendo que ninguém leu ainda, aqui vai o link para o passado: Lavando roupa

Recado para Mel

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Feira na França

Ao contràrio do que muita gente pensa, comida na França nao é sempre exorbitante. Apos muita pesquisa, conseguimos bolar uma dieta nutritiva e barata; 90,00€ / mês, duas pessoas, com carne, leite, vegetais, doces... Ontem fizemos feira. Veja se não dá água na boca:
Compramos até chocolate.
900g !!! e é do bom. Nada de vender gordura hidrogenada por chocolate na França: deve dar cadeia...

Hoje de manhã o café foi remarquable.
Pêssegos e bananas com mel brasileiro (os últimos mls) rsrs..
Nada na vida é melhor do que barriga cheia... dizia um tio de Pedro.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Agradecimentos

Fica aqui registrada uma mensagem de gratidao a todos quantos oram por nos, que nos querem bem e mandam tantas mensagens de carinho. Agradecemos também aos que puderam nos presentear em ocasiao do nosso casamento. Se estamos vivendo esse nosso sonho aqui na França devemos isso a cada um de vocês que nos ajudou à sua maneira.

Saudades dos amigos, dos tios e primos. Mas principalmente das choronas Mainha, Valéria, tia Nana, Mel e Càssia. Das Milenas. E igualmente saudade daquele que nao chora nunca: Papito. E o desejo de conhecer melhor Jether, Dado e familia, Jetro e familia, Selmy(s) e familia. Grande beijo pra todos vocês.

Até mais, pessoal. Que o Senhor esteja com vocês.

=*

Lavando roupa

A idéia era simples. Lavar roupas. Algo básico. Ainda tínhamos roupa com sujeira brasileira. Tem uma lavanderia dessas de primeiro mundo aqui na residência. Quer dizer, quase aqui; na verdade fica no Predio B. Nós moramos no A.

Primeiro passo: comprar sabão em pó.
Esse era o mais barato. Três € e alguma coisa, mais de 5 kg.


Depois, fomos para o Prédio B, atravessamos um corredor escuro, eram cerca de 9h00 da noite, e chegamos ao empoeirado lugar. Lá encontramos um cara nada simpático, que perguntou logo de cara - isso é do senhor? - apontando para uma das máquinas, que estava funcionando.

Não, não eram nossas as roupas que giravam lá.

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Isso só significava uma coisa para aquele rapaz: mais um na fila! Pois é. Eu ja mencionei que ele não era nada simpático?

Momentos depois, chegou uma garota e levou as roupas embora, sem usar a secadora. Será que as roupas já saem secas da máquina? Então por que a secadora?

Quando chegou minha vez de lavar, nada da máquina funcionar. Perguntei pro cara por que será que a máquina não estava funcionando, e ele perguntou: já colocou o dinheiro?

Ai.

Pois é. Acabamos tendo que refazer os cálculos. Estimamos que vamos gastar uns 20,00€ por mês pra por a roupa em dia.

Quando a máquina parou, constatamos que a roupa não sai completamente seca. Claro. Pra que serviria o secador?

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Depois do tempo que passamos esperando na lavanderia, o cara que estava lá até começou a simpatizar com a gente. Ele até nos ensinou a dizer "eu não falo árabe" em árabe.

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É isso pessoal. No fim, a roupa estava limpa.

:)

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Fotos, fotos, fotos!!!

Pessoal, olha só as fotos loucas de Thierry, Jonathan e Pricila aprontando.

fotos do casamento - Jonathan fotógrafo!

E aqui estão outras fotos. Muitas fotos, fotos até dar dor de barriga! Vamos ver se agora Mel se acalma. rsrs...

Albuns Picasa de Bernardo e Cecilia

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Olha como os franceses estacionam os carros em Clermont.
Observamos isso a caminho do supermercado Atac. O frio já está chegando. Tai a tão esperada foto de casaquinho que Mel queria.
Essas são as famosas baguetes. É um dos tipos de pão mais baratos que temos. E é uma delicia!
Frutas e legumes de preço exorbitante...
E a seguir o episodio louco da lavanderia. rsrs.. Mais mico, logico.

domingo, 14 de setembro de 2008

Água potável

8 de setembro, segunda-feira à noite, chegamos cansados e satisfeitos na pequena Clermont. Conhecemos a residência onde moraremos e desfizemos as malas. Acetil-colina no sangue, lembramos que passamos o dia inteiro sem ingerir uma gota d'água sequer. Minha boca estava toda rachada e ardia muito; era imprescindível encontrar água! Fomos ao patio e encontramos um casal a quem perguntamos muito naturalmente onde poderíamos comprar uma garrafa d'água. Eles ficaram meio confusos e o rapaz disse que seria difícil, mas talvez tivesse num lugar muito longe. Agradecemos e saímos.
- Onde ser que eles conseguem água potável??
Chegamos a um bar e encontramos uma mulher bastante simpática, lhe fizemos a mesma pergunta e descobrimos que realmente não é nada comum garrafinhas d'água por aqui. Mas continuamos conversando com a sorridente mulher. Explicamos o dia inteiro de viagem sem água, choramingamos o cansaço e a sede, dissemos quem somos e ela finalmente pareceu compreender nosso francês:
- Ah! Vocês querem água pra beber agora? É isso?!
- OUI!
- Ah... me deixem pegar dois copos.
E nos deu dois copos d'água. De graça. Já estávamos maravilhados quando ela disse:
- Vou encher uma garrafa pra vocês.
- Merci beaucoup, madame.
Voltamos pra casa satisfeitíssimos e cheios d'água.
No dia seguinte, vimos a garrafa ficar cada vez mais vazia e nenhum sinal de como conseguiríamos mais do liquido precioso.
- Ei, Pedro!, quando a gente chegou na cidade eu lembro ter visto uma espécie de fonte onde tinha escrito 'água potável' a caminho da residência. Eu só não lembro muito bem onde foi.
- Beleza! Vamo fazer o mesmo percurso.
E lá fomos nós na nossa odisséia atrás de água potável no primeiro mundo. E enfim encontramos a tal fonte na estação rodoviária após meia hora de caminhada. Mas foi ótimo.
- Não vamos gastar dinheiro com isso. Basta vir pra cá a cada dois dias e pronto!
No dia seguinte a mesma odisséia, pois a água não durou tanto; aqui faz frio, mas o ar é muito seco – é preciso beber muita água.
- Poxa, será que todo francês vai na rodoviária pegar água?!

- Temos que criar coragem e perguntar isso a alguém...
...
- Ola Laure, tudo bem? A gente queria saber se tem uma fonte de água potável aqui perto da residência. A gente tem ido até a rodoviária, mas é um pouco longe...
- Ahmm, água potável?... Bom, a água que sai da sua torneira lá no seu quarto é potável.
- Ah tah... Merci.

Rimos disso até hoje. Primeiro mico em solo francês. E tenho a forte impressão de que não sera o único...

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